la vida no es una frutilla


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

.

ponto final. parágrafo. ponto. parágrafo. ponto. vírgula, vírgula, vírgula, dois pontos. abre aspas. fecha aspas. abre parenteses. fecha parenteses. nota de rodapé. ponto final. FINAL! abre novo arquivo.

tem algo acontecendo aqui


...e não é reticencias

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

há uma Sônia entre Travis e eu

Preciso acabar com essa tal de sônia

INsistenteSÔNIA

ideias que insistem em ocorrer quando não há nada que se possa fazer por elas

uma cabeça acordada demais sobre um corpo cansado demais

o Travis vai brigar comigo deste jeito.

falando nele, vou lá com eles. 3 travisseiros e uma ovelha. e eu.

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

silêncios

lá longe, no horizonte, cada um enxergava uma coisa diferente. iam lado a lado aproximando-se de um destino incerto, cada um mirando em frente um horizonte diferente, na mesma paisagem. para ela, o sol estava se pondo cedo demais ainda. para ele, o sol já estava se pondo mais tarde. ela enxergava o céu violeta acima do laranja, e sorria pensando que aquele céu limpinho de nuvens significava mais sol amanhã. ele sentia os olhos ardendo por causa daquela luz amarela que vinha direto nos olhos, os raios de sol na horizontal bem em frente, e se perguntava quando será que vai chover, para que termine esse calor úmido e abafado. ela pensava como ficaria linda uma foto com aquela luz. ele pensava como a paisagem estaria mais verde se tivesse chovido mais este ano. ela cantarolava em silêncio alguma música, ele escutava em silêncio o canto dos sabiás. primavera, comentaram entre um suspiro e um sorriso. e seguiram em silêncio. ele desejava estar presente no silêncio dela, ela sabia que o silêncio dele era amor. assim como o dela.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

fotoexperimentação

eu só queria
saber
explorar
melhor todas as
funções da minha máquina fotográfica.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

a tesoura de Ana Terra e os abridores de Maria

Pai - filha, abre essa pra mim? - estende a long neck geladíssima de Stella Artois
Filha - dá aqui. ó, pronto.
Pai - to ficando velho... acredita que não consigo? não tenho força pra abrir essas garrafinhas.
Filha - imagina, pai, não é isso. é que tu tá acostumado a usar abridor. tu é da geração do abridor de garrafa. já eu, minha geração é desde sempre da... da...
Pai - da rosca!
Pai e filha - hahahahahahahahahahahha


É isso. Tá aí a diferença. Nossos pais são da geração do abridor de garrafa, nós somos da geração da rosca. Da rosca e das balzaquianas solteiras.


Quando descobri que os óculos escuros da minha mãe tinham um abridor de garrafas na lateral, ela me deu os óculos de presente na hora, porque não pega bem uma senhora elegante e fina como ela usar óculos de surfista (marca Reef) pinguço que carrega o abridor na cabeça, e porque eu ia acampar na Patagonia, vai que precisasse abrir alguma garrafa pra não passar fome/sede, ou que precisasse ser McGaiver (como se escreve "Magáiver?") em alguma situação de emergência?
Eu obviamente nunca precisei usar o abridor de garrafas dos meus óculos escuros, nem na Patagonia nem em lugar nenhum. Exceto - e tinha que ser no queridíssimo Uruguay - dia 2 de janeiro de 2010, na praia de Bikini em Punta del Este, quando Bajofondo tocava grátis na areia ao pôr do sol, e chegou a vez de nosso amigo NC buscar a cerveja, e em vez de trazer os copos servidos ou as garrafinhas abertas como todomundo, ele trouxe as mini-patricinhas fechadas, e nosso amigo Jay que é bem fortão quase arrebentou o pulso tentando girar a tampinha, até que descobrimos que as patricinhas uruguaias não são de rosquear, e foi então que o abridor de garrafas dos meus óculos Reef foi finalmente e verdadeiramente necessário, que momento lindo, e grupos de turistasà nossa volta vieram nos pedir para abrir as long necks deles, e o momento foi filmado e fotografado, foi o momento mais brilhante da vida dos meus óculos. Enfim, os óculos com abridor de long neck que ganhei da minha mãe.

black&brown power

Soko - I'll kill her



Ouvi esta música no rádio hoje. Ela diz que vai matar a loira que roubou dela todos os planos que ela tinha com um cara. Esse papo de "bitch blonde girl" me fez lembrar que TODOS os meus ex namoraram loiras logo depois de mim. Uma homenagem a todos eles e a todas elas.

Um presente para todas as minhas amigas morenas fascinantes.
;)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sábado de sol no Parcão



Oi. Invadi o blog da minha dadi pra contar pra vocês como foi o meu sábado no Pocon.
Este na foto é meu amigo Vicente. Quer dizer, a dadi quer que sejamos amigos porque ele é filho da amiga dela, mas eu não dei muita bola pra ele.

Essa é a Laura.
Foi amor à primeira vista, aqueles olhos azuis me pedindo popoca, não resisti.

Mas como sei que esse vovô é muito ciumento, ofereci popoca pra ele também.

E depois de tanto correr atrás da minha gol, um momão quequi pra matar a sede.


A propósito, gostaram do meu novo corte de cabelo?
Espero que sim.
Beijinho,
João.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nosso Amor III



Mesmo sabendo que não ia dar em nada,
não me abandona a saudade
daquela nossa paixão inventada.

!

(quem mandou inventar de se apaixonar?)

Nosso Amor II




Nosso amor foi trailer de um filme

que nunca estreou
.

...

Nosso Amor I




Nosso amor foi fogo de artifício:

sustentava-se em

breves e distantes


explosões cintilantes


******

segunda-feira, 26 de julho de 2010

um pedacinho de show

Escrevi no rodape de uma postagem recente que nada é tão ruim que não possa piorar nem tão bom que não possa melhorar. Pois bem, o show do jorge Drexler no Teatro do Bourbon country em POA no último sábado é um grande exemplo do que só fica cada vez melhor. Quando o público pensava que o show estava por terminar, eis que surge no palco Vitor Ramil, e Jorge drexler ainda nos reservava muitas de suas melhores canções antes de ir-se...

Vitor Ramil e Jorge Drexler - Astronauta Lírico

sábado, 24 de julho de 2010

prazeres...

não é que ela tivesse um programa melhor
mas simplesmente
declinar um convite 6ª feira à noite
tem um gostinho agridoce todo especial

(foi à academia)
(assistiu a algum episódio de House)
(tomou sopa)
(e foi dormir sorrindo)


|-)

domingo, 18 de julho de 2010

Sex and the city na vida real XV - quem??

E aquela situação em que o cara responde:

"Ricardo? Tem certeza que vc sabe com quem está trocando mensagens?"

E aí vc faz o quê? Tendo certeza de quem é o destinatário, então quer dizer que vc não sabe o nome da criatura há 3 meses? Então quer dizer que vc nunca soube o nome da criatura com quem já dormiu, acordou, tomou café etcetera... mais de uma vez? Ah... deve ser por isso que aquele seu amigo que vc tinha certeza que o conhecia te respondeu "Ricardo??Não, nem ideia de quem seja... não seria Cristiano??" e vc disse que não, toda convicta. Mas e aí, agora, vai fazer o quê pra consertar a situação? Primeiro, certificar-se de que o nome certo do cara é Cristiano. Segundo, consertar a situação. Se ele já achava que vc era meio loquinha, com essa ele tem certeza. Mas OK, a situação é mais engraçada do que desastrosa... Depois de dar risada, experimente uma mensagem tipo:

"...Ok, Cris, quer conhecer meu outro eu? bj, 'helena'"

Só que assim... ninguém garante q vc conseguirá deixar de chamá-lo de Ricardo. Talvez ele tenha q considerar uma alteração de identidade. E vc corre o risco de ele gostar mais do seu 'outro eu' -helena- do que de vc mesma.



(nada é tão ruim que não possa piorar nem tão bom que não possa melhorar)
NAO
SOU
POS
TE
P
RA
F
ICA
REM

MIJ
AND
O
NA
VOL
TA.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

un agujero profuuuundo

esperar pelo tempo do outro
é encarar o profundo abismo que há
entre dois
vazio angustiante
relógio sem ponteiros
e aquele silêncio que grita
engasgado
um grito-lágrima escapa pelos olhos
tempo.tempo.tempo.
quando a gente espera
parece que ele não passa

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sex and the city na vida real XIV - surpresinhas

A Mulher-fatal quis presentear o gato com uma surpresa em seu aniversário. Uma forma de compensar sua ausencia nos ultimos 3meses (antes, passavam no máximo 2 semanas sem ver, até que ela sumiu por um tempo... mas resolveu voltar).
Vestida de lingerie, casacão e botas de cano longo e salto alto, botou uma garrafa de champanhe na bolsa e foi busca-lo em casa. Direto para um bom motel. Ele já entrou no quarto sem folego, nunca a tinha visto tão sensual. Foi com tanta gana pra cima dela que não se deu ao trabalho de desabotoar o casaco, rasgando-o. Aproveitaram intensamente cada minuto das poucas horas que passaram juntos, insaciáveis. Infelizmente não podiam passar toda a noite juntos, ter que ir embora sempre antes do que ele gostaria é característica da Mulher-fatal.
Entram no carro dela na garagem do motel e o carro apaga no meio da ré. Estava dando a primeira ré da manobra de saída da garagem, e o carro apaga. E não arranca mais.
Nunca na vida ficou sem gasolina. Já teve pneu furado, estepe roubado, o carro arrombado, mas o tanque sempre cheio. Mal acendia a luz da reserva e ela já abastecia. Mas esta semana tinha rodad uma distancia maior com a luzinha acesa, e ali estavam, ela seminua sob o casacão rasgado, ele com olheiras de cansaço, na garagem do motel.
Chamaram um taxi que levou gasolina para abastecer. O taxista, um senhor de bastante idade mas que já viu muita coisa bizarra durante suas corridas noturnas, tentou agir com naturalidade. Mas como nada é tão bom que não possa melhorar nem tão ruim que não possa piorar, a luz da garagem do motel pifou e enquanto o gato tentava acende-la a todo custo, ela lembrou que tinha uma lanterna no porta-malas. O senhor taxista não conseguiu esconder o espanto no olhar quando se deparou com o conteúdo do porta-malas: uma grossa coleira de couro com tachões pontudos acompanhada de uma forte corrente com enforcador, um bastão de baseball e uma espécie de corda com bola de borracha na ponta, todos pertencentes a ao cão Rottweiler da Mulher-fatal, mas era o tipo da situação em que melhor ficar quieta do que esboçar qualquer tentativa de explicação, afinal, que credibilidade terá uma mulher seminua de casaco rasgado que ficou sem gasolina na garagem do motel?

terça-feira, 22 de junho de 2010

COPA 2010

agora repete rapidinho:


eu vuvuzelo minha vuvuzela
tu vuvuzelas tua vuvuzela
ela vuvuzela sua vuvuzela
nós vuvuzelamos nossas vuvuzelas
vós vuvuzelais vossas vuvuzelas
elas vuvuzelam suas vuvuzelas


sexta-feira, 18 de junho de 2010

era

antes era como um cubículo hermético e escuro, sem saída e sem comunicação com o mundo exterior. antes, não tinha janela, não tinha dia nem noite, era tudo espera. depois acendeu-se uma luzinha lá adiante, e era possível vê-la por debaixo do vão da porta. não era possível alcançá-la. antes, a luzinha lá adiante mal chegava. e nisso que parecia ser uma porta surgiu uma fechadura, uma pequena fechadura - trancada por fora - que quase deixava trespassar alguma luminosidade outra. mas, mais que a luz, a fechadura deixava entrar esperança. mas as esperanças que entravam pela fechadura não levavam a lugar nenhum, era preciso uma janela, uma saída alternativa, tinha que sair por um lugar diferente daquele pelo qual entrou. então parecia haver lá em cima, perto do teto, uma basculante. uma janelinha basculante fechada, por onde além de alguma luz algum ruído se escutava. já se diferenciava o dia da noite, as manhãs de sol das tardes chuvosas. e os ruídos iam tomando forma, às vezes mar, às vezes vozes, muitas vezes sirenes ou buzinas. cada ruído trazia mais vida. o mundo externo que ia entrando sorrateiramente pela basculante já despertava curiosidade. abriu-se uma janelinha maior, de vidro transparente, e esta não era nada difícil de vencer, bastava coragem ou alguma paciencia. e quando pensou que já estava livre, que tinha vencido todos os obstáculos do cubículo escuro, quando pensou que estar do lado de fora das janelas que lhe conectavam com um recorte de mundo era estar livre, percebeu que no cubículo tinha deixado um pedaço grande de si, pelo qual sentiu enorme nostalgia, mas decidiu seguir adiante mesmo assim. até que uma pergunta no meio do caminho (lá adiante no caminho) plantou sua interrogação gigante querendo interceptar a passagem. dali para adiante todas as noites são de lua nova e todo o sol é ofuscante.

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