la vida no es una frutilla


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domingo, 23 de setembro de 2012

Ainda somos os mesmos e vivemos...



Eu não sei explicar o que é que me emociona tanto nesta canção. Não sei por quê chorei tanto ao escutá-la na voz de Maria Rita esta noite no auditório Araujo Vianna. Pelo menos eu não era a única louca chorando, a própria Maria Rita teve que parar um tempinho até parar de chorar para poder continuar o show após os aplausos emocionados do público. Viva o rímel à prova d'água! Mas para emocionar mesmo, melhor a intensidade que só Elis, porque Elis, porque em  seu tempo, porque guerreira, porque louca, jovem e equilibrista... 



<3

terça-feira, 26 de junho de 2012

Eu, dona de casa VII - fuego

En mi nuevo hogar tengo un hogar...
(em meu novo lar tenho uma lareira)


























O fogo que hipnotiza
que aquece a casa e acalenta o coração
O crepitar da lenha incendiando
que acaricia o corpo
Madeira que vira brasa, brasa que vira cinza, 
ditando um tempo da Natureza
O tempo do fogo se faz o meu tempo, substituindo as aborrecidas 60 voltas que se repetem dando horas aos minutos no reológio do tempo cronológico
A nova regra da casa agora é
Terminou o fogo, é hora de ir pra cama.
O fogo dita meu sono.
Quando as chamas se derretem em brasas é que desacelerei
Como se a fumaça levasse chaminé afora todas as preocupações do meu dia
É só quando a ultima brasa se apaga em cinzas na lareira que anoitece no meu lar

Boa noite.

X


segunda-feira, 15 de junho de 2009

bah a noite tava triboa

Eu preciso encontrar
Um lugar legal pra mim
Dançar e me escabelar
Tem que ter um som legal
Tem que ter gente legal
E ter cerveja barata
,
Um lugar onde as pessoas
Sejam mesmo afudê
Um lugar onde as pessoas
Sejam loucas e super chapadas
Um lugar do caralho
.
Passar um único fim de semana na minha cidade, aquela experiência do estranho familiar. Ser estrangeira no próprio lar. No meio de toda a programação burocrática e familiar, os almoços e os encontros, uma crise de rinite somada a um resfriado (a pessoa-ranho), mas o corpo há de aguentar - e curtir! - uma noite forte. Sábado tem Pulp no Ocidente. Se dopa de remédio e vai. Direto pra chapelaria, a pista nova ainda nem abriu, a galera bebendo em volta. Visualizo um trapézio pendurado ali em frente ao globinho, um número pra distrair o povo enquanto a festa não lota. Jura que não vai beber, mas quando vê já foi, automático, alguém largou um copo cheio na minha mão. Não resistiu à ceva, não resistiu às músicas - o corpo dançou a noite inteira. Cenário Ocidente: aquele monte de amigos. Todas aquelas caras conhecidas. Muitos abraços. Impossível não comparar com o público de Buenos Aires: aqui mulher demais e homens não tão lindos, mas esse clima daqui... ah, esse clima! Enfrenta a multidão e vai pra pista de cima. Madonna, Vogue. Busca a Lica. Dançam todas as gurias enlouquecidas. Um pouco de música eletrônica não convencional. Água para hidratar. O corpo se entregando. Volta pra pista de baixo, menos gente já a esta hora. Eis que comparece à festa um ilustre convidado: Frank Sinatra. Ele procura seu olhar, é a hora perfeita pra chegar nela. Alicinha e eu num outro olhar, desnecessário pronunciar que 'bah, isso é muito bailinho!'. Dançamos alheias a tudo ao nosso redor, transportadas para outro lugar, aquela festa apaixonante no Rio. Me arrepiei. Imaginei una rutina de trape com trilha sonora by Mr. Sinatra, um belo objetivo. Terminada a música, estou nostálgica confessando pra Lica que a saudade apertou aqui, ó. Mas a festa não acabou, e depois do Frank tocou Júpiter Maçã, Um Lugar do Caralho, e nada mais porto-alegrense do que 'um lugar onde as pessoas sejam muito afudê', e naquele momento um lugar do caralho pra mim era em Porto Alegre, e era aquele 'o lugar e o alguém que tornarão-me mais feliz'. A nostalgia deu lugar a uma explosão de alegria por estar aqui e agora, apesar dos ranhos. Tinha até esquecido deles. Lá pelas 5h o corpo pedia socorro, pedia repouso. Mas aí só mais uma espiadinha na pista de cima e aquela música impossível de ficar parada. Aí só mais uma saidera. Aí as gurias insistindo só mais essa, e outras três. Amo!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Deriva - parte II

  • uma milonga em san telmo
  • um samba na lapa
  • um baile de cola atada
  • os fogos de copa no reveillon
  • jingle bells e os amigos no porão
  • compras de natal na santa fé
  • aquelas mulatas com samba no pé
  • o-do-mo-dê
  • imortal tricolor
  • bombonera
  • talvez fla-flu no maraca
  • pôr do sol no cachimbo
  • asa delta no pepino
  • o cara da cítara no parque
  • pendurar tecido na árvore
  • trapézio no pátio
  • bicicleta na av. atlântica
  • malabares na redenção
  • os bares do bonfim
  • os bares da zona sul
  • ou subir santa tereza
  • praça serrano ou armenia
  • bastille ou marais

onde a vida pulsa, haja mais vida, haja amor, esteja eu...

...esteja você


terça-feira, 6 de maio de 2008

Deriva

Pegar um avião pro Rio ou pra Buenos como quem pega o T8 na esquina.

Iria todo domingo de noite pro Bailinho.

Matearia as tardes ensolaradas de sábado na Plaza Francia.

Tomaria chopes na Lapa e

Nas noites de frio, um bom vinho em Palermo.

Não esqueceria do meu porto Alegre, o povinho aqui do RS.

O T8, afinal, passa aqui pertinho de casa.

Iria ver meus cavalos no domingo de manhã.

Reservaria algumas noites pro Beco e outras pro Ocidente.

Mais uns sambas de calor carioca,

Umas milongas elegantemente portenãs,

Um pouco de bossa nova aqui,

Um rockezito ali,

Em clima de verão ou de outono.
Eu iria...

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