la vida no es una frutilla


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terça-feira, 30 de outubro de 2012

monotemática



era um castelo sem jardins
uma torre sem janela
era panela vazia de fome
iogurte azedo esquecido
horizonte borrado de nuvens
chuvarada na beira da praia
era seca na lavoura
ratoeira na despensa
tinha cobra no porão
faltava lenha pro fogão
a paisagem mais sem graça
o tempo que não passa
um vazio de inspiração
foram-se as ideias
ficou ela na intenção



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domingo, 10 de junho de 2012

SaudadeS

Extraño a tus mates early in the morning los sabados y domingos cuando me despertaba sola en la cama...extraño tus largas horas lejos de mi, mientras me buscaba el sentido de estar alli. Extraño a tus comidas, las cosas que preparabas mientras yo te miraba cocinar..y no me dejabas ayudar en nada, a no ser servirte el vino. Extraño a matear con vos en el jardin y a tomar sol mientras cuidabas de las plantas. Extraño  tu honestidad. Gracias por tu honestidad. Extraño nuestra simplicidad. Gracias por la simplicidad.
Extraño nuestros largos viajes en auto por la provincia, extrano a mi campo y a los locales donde me llevabas. Extraño el sabor de tus besos, el amargo de tu mate y a las frutas siempre fescas en tu heladera. Extraño tus intentos frustrados de dejar de fumar. Extraño a las notas de tu guitarra, a las canciones de tu radio y tus llamados de nochecita. Extraño amanecer a tu lado, extrano a acostarme en tu cama, a banarme en tu bano y a andar sin ropa por la casa. Extraño las noches de luna llena cuando ibamos a la terraza, tu me mirabas por largos ratos bajo la luz de la luna..como aquella noche cuando nos conocimos, noche de largas miradas y sorprendentes besos! Extraño a tus mensajes en mi ceular, extano los poetas que creiamos ser. Extraño sentir tu corazon accelerado junto a mi cuerpo, escuchar tu voz al telefono, leer a tus palabras. Extraño a cuando llegabas a mi casa con una botella de vino en la mano y una sonrisa en la cara, extrano a tu sonrisa! Extraño.te.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Trotando no redondel...

Uma das coisas mais impressionantes e emocionantes que já vivenciei foi assistir a uma demonstração de Monty Roberts com um cavalo traumatizado. Foi em Brasilia, em 2010, graças à pilha da Marina, uma das pessoas com quem aprendi e compartilhei a experiência de ajudar cavalos a ajudarem pessoas na recuperação de sua saúde física e mental (Equoterapia).
O primeiro cavalo cuja confiança Monty Roberts conquistou no redondel era um potro chucro, e foi em pouco mais de 20minutos (vinte minutos!) que o ajudante do Mr. Roberts o encilhou e montou com facilidade. Mas o mais impressionante foi um enorme Cavalo Brasileiro de Hipismo, de pelagem preta, adulto, forte, bem criado na cocheira, bem domado e bom competidor, porém traumatizado. Esse cavalo não podia escutar qualquer barulhinho de plástico que perdia a doma. A hipótese de Monty é a associação do barulho do plástico ao barulho de choques, mas não importa, fato é que por alguma razão este cavalo sentia muito medo, e isso impedia de desfrutar da sua maior habilidade - o salto - e colocava em risco seu maior companheiro - o ginete. Era marcante a expressão aterrorizada no olhar daquele enorme animal ao entrar no redondel, e especialmente após o primeiro contato com uma sacolinha de supermercado enrolada na ponta de uma vara que Monty Roberts aproximou de seu lombo. Durante os vinte minutos em que fez o cavalo galopar para um lado e outro no redondel, Monty narrou alguns fatos traumáticos e difíceis de sua própria vida, os quais o ajudaram a se aproximar dos cavalos e compreendê-los. Ao cabo de uns 45 minutos, o cavalo seguia Monty Roberts por sobre uma enorme lona de plástico, com ou sem sacolinhas de supermercado por perto, guiado apenas pela relação de confiança que ali se estabelecera. Confiança mútua, cabe dizer. Porque acredito que um dos segredos do trabalho de doma racional é o domador confiar em seu trabalho, confiar que o cavalo compreenderá sua mensagem e não o colocará em risco. 
O cavalo é um animal sensível e semelhante aos humanos em muitos aspectos. Não à toa tornam-se mais do que amigos leais, por toda uma vida. Quando uma pessoa traumatizada não encontra um Monty Roberts - ou algo que substitua seu método - que a faça recobrar a confiança (em si e nos outros),  deixa de aprimorar suas habilidades e de aprender coisas novas. Coloca a si e aos seus companheiros (mesmo os mais leais) em risco. Deixa de desfrutar da vida, perde a espontaneidade. Perde-se. A exemplo de Monty Roberts, que encontrou em seus traumas a força motriz para desenvolver o seu método, hoje reconhecido mundialmente e transmitido não apenas como uma técnica de doma, mas como filosofia de vida, todos devemos deixar nossos traumas no redondel... e retornar à vida entregando-nos a toda a sua intensidade!








o

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ESPERAR



O que importa é aprender a esperar. O ato de esperar não resigna: ele é apaixonado pelo êxito em lugar do fracasso. A espera, colocada acima do ato de temer, não é passiva como este, tampouco está trancafiada em um nada. O afeto da espera sai de si mesmo, ampliando as pessoas, em vez de estreitá-las.
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Ernst Bloch, “O princípio esperança”
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