Os adolescentes que atendo no programa social onde trabalho pensam que psicólogo é "quem entra na mente do cara".
Um dia um adolescente me perguntou se quando estou afim de alguém eu não consigo entrar na mente dessa pessoa para conseguir o que eu quero. E eu respondi, rindo:
- Não... quando eu estou afim de alguém fico tão nervosa quanto vocês adolescentes ou mais, eu fico boba, nervosa, às vezes até patética.
Aí conversando com uma amiga lembramos que pô,nós não éramos assim patéticas. Nós tivemos as inseguranças normais da adolescência, mas éramos mais espontâneas e menos medrosas a um tempo atrás. Até que nos machucamos. E aprendemos algumas coisas, mas resistimos a entender que na esfera dos sentimentos nunca teremos o controle... e passamos a adotar determinados comportamentos patéticos. E quem consegue ser espontaneo nesse mundo hostil lá fora? Tá todo mundo travado! Ninguém mais se joga, todo mundo quer jogar, mas cada um com suas regras. Só que assim ninguém ganha: todo mundo perde.
#sejoga!
la vida no es una frutilla
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quarta-feira, 14 de março de 2012
quarta-feira, 25 de maio de 2011
who's chasing whom?
Tem uma cena do filme "Fim dos tempos" (The Happening, 2008), de M. Night Shyamalan, que fala sobre a teoria da moita. Não sei porquê, lembro quase nada do filme, mas um diálogo me marcou muito: o casal protagonista vai parar na casa de uma velha, e no meio da conversa a velha pergunta "Who's chasing whom?". Eles obviamente não entendem, "como assim quem está perseguindo quem?". A velha então explica, brilhantemente, a teoria da moita: entre o casal, os dois se revezam no papel de caça e caçador. Sempre tem um que está mais "correndo atrás" (mais inseguro, mais afim, mais na moita) e um que está mais "cool" (fora da moita, focado em outras coisas, indisponível), depende do momento.
Procurei muito, mas não consegui encontrar de jeito nenhum essa cena na internet. O máximo que consegui foi uma review do filme que fala sobre essa cena, a qual compartilho - parcialmente - abaixo:
"(...)Together, Wahlberg and Deschanel bring a quiet dignity to their characters. Their relationship is faltering and makes their way from place to place, seeking sanctuary. There’s something bizarrely childlike about both characters. Alma is charmingly mischievous and slightly flighty while Elliot brings a forced mild craze to himself, who, despite being a science teacher, is a long way from an embodiment of the rational. Conversation and interaction reveals that they have recently had major argument. Phone calls, and later a confession, brings to light Joey who Alma went out with recently and has been talking to since. Along their journey, at one stop, Mrs. Jones (Betty Buckley) asks them, “Who’s chasing whom?” This implies that Elliot’s and Alma’s relationship is one of imbalance rather than common center, of distance rather than union. When they are first introduced, there is a sense that she has just not been able to give up the idea of her single life. However, after Elliot, Alma, and Jess part ways with Julian and continue on together, Alma begins to step into a motherly role in which she actually puts Jess before herself because Julian tells her when he leaves Jess in her care, “Don’t take my daughter’s hand unless you mean it.” After Alma takes Jess’ hand, and she continues to hold it, the message is clear that when one enters into any relationship, and really mean it, one must not only recognize the value of life, but also the value of others. (...)"
(http://blog.nationmultimedia.com/print.php?id=4707)Procurei muito, mas não consegui encontrar de jeito nenhum essa cena na internet. O máximo que consegui foi uma review do filme que fala sobre essa cena, a qual compartilho - parcialmente - abaixo:
"(...)Together, Wahlberg and Deschanel bring a quiet dignity to their characters. Their relationship is faltering and makes their way from place to place, seeking sanctuary. There’s something bizarrely childlike about both characters. Alma is charmingly mischievous and slightly flighty while Elliot brings a forced mild craze to himself, who, despite being a science teacher, is a long way from an embodiment of the rational. Conversation and interaction reveals that they have recently had major argument. Phone calls, and later a confession, brings to light Joey who Alma went out with recently and has been talking to since. Along their journey, at one stop, Mrs. Jones (Betty Buckley) asks them, “Who’s chasing whom?” This implies that Elliot’s and Alma’s relationship is one of imbalance rather than common center, of distance rather than union. When they are first introduced, there is a sense that she has just not been able to give up the idea of her single life. However, after Elliot, Alma, and Jess part ways with Julian and continue on together, Alma begins to step into a motherly role in which she actually puts Jess before herself because Julian tells her when he leaves Jess in her care, “Don’t take my daughter’s hand unless you mean it.” After Alma takes Jess’ hand, and she continues to hold it, the message is clear that when one enters into any relationship, and really mean it, one must not only recognize the value of life, but also the value of others. (...)"
(não deixe de clicar no link de Caça e Caçador, Fabio Jr. IM-PA-GÁ-VEL!)
domingo, 9 de janeiro de 2011
Moitinha
Plantada a sementinha da moita.
Sendo regada, está brotando...
Ainda não comecei - Thank God - a adubá-la.
.
Sendo regada, está brotando...
Ainda não comecei - Thank God - a adubá-la.
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Teoria da moita II
:
Antes uma moita bem cagada e desocupada
do que ficar naquelas
"nem caga nem desocupa a moita".
.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
A teoria da Moita
(o que se aprende com amigas como Camila e Paulinha)
A moita é entre-dois. Ela tá ali. Não é nem tu, nem o outro. Vocês se revezam.
Ou tu caga, ou tu desocupa a moita, certo? Então quem tá na moita tá cagando. E fica cobrindo a cagada com mais merda. E pior, quem tá na moita naquela situação toda cagada fica chamando a outra pessoa pra ir cagar na moita junto, mas isso não funciona, a moita não é pra dois. O outro só vai pra moita no momento que tu sai da moita.
E veja bem, é garantido que o outro vai pra moita quando tu sai da moita.
Então tem aquele momento em que tu descobre que não é com merda que tu te livra da merda, e tu consegue sair da moita. Aí tu te torna uma pessoa aliviada, leve e sorridente, fora da moita. E o outro que vá se angustiar na moita com suas próprias cagadas.
Entendeu? O negócio é sair da moita. Parar de fazer merda. Simplesmente parar, porque a tendência é ficar fazendo mais merda na tentativa de tapar a merda.
Valeu, gurias.
A moita é entre-dois. Ela tá ali. Não é nem tu, nem o outro. Vocês se revezam.
Ou tu caga, ou tu desocupa a moita, certo? Então quem tá na moita tá cagando. E fica cobrindo a cagada com mais merda. E pior, quem tá na moita naquela situação toda cagada fica chamando a outra pessoa pra ir cagar na moita junto, mas isso não funciona, a moita não é pra dois. O outro só vai pra moita no momento que tu sai da moita.
E veja bem, é garantido que o outro vai pra moita quando tu sai da moita.
Então tem aquele momento em que tu descobre que não é com merda que tu te livra da merda, e tu consegue sair da moita. Aí tu te torna uma pessoa aliviada, leve e sorridente, fora da moita. E o outro que vá se angustiar na moita com suas próprias cagadas.
Entendeu? O negócio é sair da moita. Parar de fazer merda. Simplesmente parar, porque a tendência é ficar fazendo mais merda na tentativa de tapar a merda.
Valeu, gurias.
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