la vida no es una frutilla


Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de julho de 2011

right after sunset

Pare para observar sua rotina de trabalho exaustivo e você provavelmente pensará que gostaria de ficar uns dias em casa sem fazer nada, mesmo que fosse em licença saúde e não de férias.
Experimente ficar de repouso em casa por mais de 2 dias e sua saúde mental começará a desandar. Você começará a sentir falta do trabalho, sentirá dor nas costas de tanto dormir ou ficar jogado no sofá, e especialmente, se lembrará de uma série de problemas e afazeres domésticos que estavam muito melhor guardados no fundo da sua psiqué do que aí na superfície. Você provavelmente tentará contato seus amigos, só que seus amigos têm que trabalhar. Então você fará contato com quem você provavelmente não deveria, e certamente se arrependerá depois. Depois de vários dias fazendo nada em casa, nem trabalhando, nem se divertindo com seus amigos, e muito menos bebendo um vinhozinho para enfrentar o frio, você passará a entender os suicidas. E a partir de domingo, a cada entardecer, você sentirá uma depressão profunda, um impulso de cortar os pulsos, uma vontade de dormir eternamente. Você terá plena compreensão de porque as pessoas costumam se matar em dias cinzas, ao anoitecer. E quando pegar no sono, você dormirá até muito tarde - e não é isso que os trabalhadores cansados desejam fazer numa segunda-feira? -, e ao acordar, se sentirá inútil e se deprimirá novamente. É hora de reagir. É hora de a mente obrigar o corpo a se curar na marra. É hora de desobedecer o médico e se livrar das pequenas tarefas domésticas, aproveitar o tempo livre para fazer aquilo que você nunca faz, enfim, é nessa hora também que você lembra daquele livro que poderia ter lido nos momentos de sofá. E quando a licença médica começa a ser finalmente benvinda e divertida, é hora de voltar a trabalhar.

Relato de uma doente.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

feedback



Tinha uma época em que todo mundo no trabalho (todo mundo = colegas, educandos e funcionários de outros setores) vinha me falar da minha cara de cansaço, de sono, ou "abatida", mesmo eu estando bem e tendo dormido bastante. Também tive a oportunidade de ouvir de alguns educandos que sou "muito séria", que fico muito concentrada no computador quando estou escrevendo (comportamento que a colega Carol descreve como autista). Minha colega mais próxima frequentemente me dá feedbacks positivos sobre meu trabalho, pois temos muitas afinidades na forma de intervir. E os mesmos adolescentes que se queixam da minha "ladaia", são os que fazem questão de ser atendidos por mim e não por outro técnico.
Mas hoje recebi um feedback no mínimo curioso. Chegando na minha sala às 8h32, atrasada, com um copo de mocachino da Nescafé e um saquinho da padaria contendo um croissant quentinho, encontro um adolescente sentado à mesa do café, fazendo origamis. Antes que eu revele o conteúdo do saquinho da padaria, ele diz "a senhora tem cara de que gosta de comer coisa que engorda". Como se aquilo em nada afetasse meu complexo de gordinha, respondi que Sim, adoro comer porcaria mesmo, mas como assim coisa que engorda? "Tipo xis', responde ele. Não, até que xis nem tanto, eu ando comendo é muito doce, tipo chocolate. "É um vício que nem droga né?" É, tipo droga... "Eu conheço uma senhora que vendia tudo que ela tinha pra comprar chocolate. vendeu tudo, até os móveis da casa;[pausa dramática] só pra comer chocolate".




=|

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Acredite(-se)!

Após 5 meses no meu novo trabalho:
sobrevivi à pior das turbulencias na equipe,
passei pela aprovação institucional aos 3 meses de experiencia,
consegui manter a pontualidade por pouco tempo,
cansei de bater ponto,
não me importo mais de bater ponto nem de chegar mais cedo nem de me atrasar,
passei da fase megaempolgada em que necessitava falar disso o tempo todo,
tive pesadelos,
aprendi muito e busco a cada dia ter humildade para aprender mais,
transmiti alguma coisinha,
plantei muitas sementes de esperança e confiança,
estabeleci vínculos,
me frustrei,
mas hoje vejo os jovens colherem os frutos das sementes que cultivaram,
e a cada conquista deles,
me emociono,
às vezes chego a me arrepiar...

Que bom lembrar, nesses momentos, que não há salário que se compare à satisfação de ler, no olhar sorridente de quem não se acreditava capaz, o orgulho de ter chegado aonde chegou, e o Desejo de ser ainda mais.

Total de visualizações de página