la vida no es una frutilla


domingo, 30 de outubro de 2011

Andava tão feliz

que não queria dormir


para seguir desfrutando
da própria alegria...


terça-feira, 25 de outubro de 2011

394: É tudo integral,ligth ou Diet.

394: É tudo integral,ligth ou Diet.:      
Serviria para ser sereia,algum dia da sua vida seus olhos fixaram-se em direção a um francês,as vezes parece que tudo deu em nada mas esta tudo normal.
  As vezes quando estou só, sinto saudades da minha potranca,coitadinha,se eu pudesse ser a cavaleira da tabula redonda,já teria minha potranquinha,usaria uma espada de prata e um escudo de boas atitudes,e na botinha uma barrinha de cereal...


----- esta sou eu na visão de um dos educandos que atendemos no Programa RS Socioeducativo... O autor de tantas pérolas literárias, algumas já citadas aqui, outras esquecidas em cadernos que lhe serviram de diário em algum momento da vida, e as mais recentes, para a sorte dos leitores, publicadas em seu blog, 394 ------

Eu, dona de casa IV


Odeio vassoura. Desde o tempo das reuniões dançantes, quando tu tava lá dançando com tua paixão platônica, e aí vinha alguém e te entregava a vassoura, ou pior, aquela pessoa de perfume enjoativo com quem tu NAO queria dançar entregava a vassoura pro teu par e tu era obrigado a dançar com a criatura. Ódio da vassoura! Odeio varrer, pra falar bem a verdade. Meu lado virginiano nao é muito chegado em faxinar. Gosto das coisas limpas, claro, mas estou muito mais preocupada em manter cada cd na sua caixinha (que coisa mais obsoleta, "CD") ou cada peça de roupa na sua prateleira/gaveta do que em levantar poeira e esfregar o chão. Mas nao era disso que eu ia falar. Fico impressionada como depois de tantos anos desde a invenção do aspirador de pó, este ainda é considerado artigo de luxo. Ou considerado apenas para a limpeza de carpetes, estofados e carros. Se eu nao puder ter faxineira em casa, quero pelo menos um aspirador de pó! Ou melhor, com ou sem faxineira, quero o pó sumindo pra dentro de um tubo, e nao sendo espalhado pelo ar por uma vassoura.
Eu nao sei essas pessoas que adoram abraçar uma vassoura (devem ter um devir bruxa), mas eu detesto varrer, acho um cansaço desgastante, somado ao ter que fazer entrar a poeira na pazinha - que nunca vai toda - e ainda limpar a vassoura (!!), porque fica tudo grudado nos cabinhos, muito nojento. Tem coisa menos pratica? Nao pode ser que a humanidade resista tanto a evoluir disso. Será que in the United States of América, o país dos gordos e da lei do menor esforço, alguém ainda usa vassoura? Duvido. Deve ter aspirador de pó à venda no shoptime por US$1,99. Nos USA eles nao estão muito preocupados com a Ecologia, é verdade, mas como sabem ser práticos! Imaginem que lá eles só usam panos descartáveis para faxinar. Claro, porque o pior da faxina talvez nem seja o trabalho de limpar a casa, mas a faxina pós faxina: lavar os panos, limpar a vassoura, manter os baldes limpos e secos, guardar os produtos de limpeza em seu lugar, limpar a pá, etc. Assim como lavar roupa nao é tão chato quanto estender e tirar do varal. Nao sei o mesmo vale para recolher a louça do secador, mas tem gente que nunca guarda, já reparou? Meu lado virginiano já nao consegue, empilhar louça molhada recém lavada por cima da louça seca. Mas nada supera o absurdo da resistência da maldita vassoura...

sábado, 8 de outubro de 2011

perucas e soutiens


ligo para o local que é referencia em perucas em porto alegre.
- Jurema Perucas bom dia.

- Oi eu.. ahn... por acaso vocês têm perucas ou apliques para alugar?
- Não, nós trabalhamos somente com vendas.
- Hum. É que eu queria algo assim só para esta noite, nem que fosse um aplique, não tem?
- Não, só vendas. É que nós encaramos a peruca algo assim como o sutiã, entende? Não dá pra ficar emprestando.
- Entendo. E vocês saberiam me indicar um local onde haja aluguel de perucas e apliques?

- Não...
- OK, obrigada.

sutiã, então.



no meu tempo diário era um caderninho
secreto onde a gente escrevia
aquilo que não tinha coragem de admitir
nem pra si mesma e depois
fechava com cadeado


.



sobre el mañanero

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'

Advertencia:

"La duración del mañanero no debe exceder los 25 minutos de lunes a viernes."


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ratas

Tiene razón mi amiga Maru:
a veces las mujeres tambien somos ratas.
Muchas veces.
Y lo peor: ratas histericas.



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terça-feira, 27 de setembro de 2011

eu, dona de casa III

dia de maria. bem caseira. meio mãe, meio marida, meio irmã, meio babá, meio faxineira, meio cozinheira, assim, meio dona de casa. nem dá vontade de ir trabalhar amanhã. ficar com a lilly dormindo "só mais um pouquinho"...

O QUE...

...

QUE

TU


QUER


?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

pães

quando jesus multiplicou os pães na ultima ceia, um dos apóstolos era francês, e decidiu que seu milagre seria o croissant.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Eu, dona de casa II



Errar a consistência de uma comida não é errar "apenas" a consistência, é errar tudo! Não adianta consolar com "mas o tempero ficou muito bom", porque sabor não é só tempero. Já reparou como uma fruta pode mudar o sabor conforme ela é servida? Faz diferença servir a banana esmagada ou cortada em rodelas, comer a maçã com a mão, de colher ou garfo e faca, servir a laranja em gomos ou em fatias. 
Um prato se saboreia com a visão, o olfato, o paladar e o tato (adoro pratos que brincam com quente-frio, cremoso-crocante, doce-salgado). E se um desses quatro sentidos não aprecia a comida, já era. Se bem que, vou dar um desconto para o critério visual, pois muitas das minhas receitas preferidas são mais saborosas quanto mais estranha sua apresentação. Um exemplo? Ambrosia. 
Dia desses resolvi preparar um creme de palmito para a janta. Peguei a receita num site chamado "...de salto alto na cozinha". Perfeito para mim! Salto alto e cozinham combinam tão pouco quanto eu e o fogão. Estranho, eu conhecia uma receita de sopa de palmito que não levava farinha, mas todos os resultados do Google metiam farinha na receita, então eu joguei farinha na minha panela também. E eu lá sei qual é a textura cremosa "tipo molho branco" que minha comida tinha que atingir para poder apagar o fogo ou parar de mexer? Fato é que a consistência desejada para meu creme de palmito nunca foi atingida, pois alem de eu não saber cozinhar, usei a cebola picada em vez de ralada, usei farinha demais e liqüidificador de menos, e provavelmente leite de menos também. E provavelmente fogo demais, porque tenho mania de cozinhar em fogo alto e de esquecer as coisas no fogo... De maneira que servi uma espécie de canjica de palmito, ou purê, sei lá. Consistência errada, deixou de ser creme, tampouco era sopa, e não me interessa o quanto digam que ficou bom, fracassei.
 EU NÃO SEEEEIIII COZINHAAAARRRRR PORRA!!! 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

memórias

e quando a gente se amava nada importava
a gente não se falava
a gente nem se escutava quando a gente se amava
eu e ele a gente não existia
quando a gente saía não importava aonde a gente ia às vezes a gente não chegava
a gente nem ia
quando a gente se amava tanto fazia se ele não existia
eu inventava

domingo, 31 de julho de 2011

Recorte de MANOEL DE BARROS

XIV

De 1940 a 1946 vivi em lugares decadentes onde o
mato e a fome tomavam conta das casas, dos seus
loucos, de suas crianças e de seus bêbados.
Ali me anonimei de árvore.
Me arrastei por beiradas de muros cariados desde
Puerto Suarez, Chiquitos, oruros e Santa cruz
de La Sierra, na Bolívia.
Depois em Barranco, Tango Maria(oonde conheci o
poeta Cesar Vallejo), Orellana e Mocomonco
- no Peru.
Achava que a partir de ser inseto o homem poderia
entender melhor a metafísica.
Eu precisava ficar pregado nas coisas vegetalmente
e achar o que não procurava.
Naqueles relentos de pedra e lagartos, gostava de
conversar com idiotas de estrada e maluquinhos
de mosca.
Caminhei sobre grotas e lajes de urubus.
Vi outonos mantidos por cigarras.
Vi lamas fascinando borboletas.
E aquelas permanencias nos relentos faziam-me
alcançar os deslimites do Ser.
Meu verbo adquiriu espessura de gosma.
Fui adotado em lodo.
Já se viam vestígios de mim nos lagartos.
Todas as minhas palavras já estavam consagradas de
pedras.
Dobravam-se lírios para os meus tropos.
Penso que essa viagem me socorreu a pássaros.
Não era mais a denúncia das palavras que
importava mas a parte selvagem delas, os seus
refolhos, as suas entraduras.
Foi então que comecei a lecionar andorinhas.

--
Manoel de Barros - Mundo Pequeno - O LIVRO DAS IGNORÃÇAS
[1993]

segunda-feira, 18 de julho de 2011

esqueceram do importante





Antes de começar a escrever sobre o assunto, peço licença à Helena, à Rê, à Lívia, à Cá e às demais colegas do curso de Lady, pois sei que junto com a exemplar professora Z. estarão reprovando minha atitude. Desculpem-me, meninas, mas como a Seleção Brasileira serve como exemplo para muita gente no nosso país, e sei que muitos garotos choraram hoje (especialmente os meninos que erraram os penaltis), acho importante escrever sobre isso e resgatar alguns valores.

(Putz, agora não sei se é mais difícil continuar o post desde a ótica da personagem lady, ou relembrar o que era mesmo que eu ia dizer.)

Ah, sim. Em primeiro lugar, não me surpreende que a seleção brasileira tenha sido eliminada da Copa América (ei, meninas, tive que googlear para confirmar se a competição era mesmo essa!), por um motivo muito simples: Ganso, Pato e Calopsita são aves, e não nomes de campeões. Vejam Ronaldo, Rivaldo, Raí, todos nomes de peso, nomes de jogador de futebol dignos de fazer história! É que os jogadores de futebol hoje se tornaram celebridades, que competem por número de seguidores no twitter e não por número de gols marcados ou títulos conquistados. Não deve ser difícil esquecer do futebol quando os milhões estão garantidos por contratos de 4 anos com algum clube europeu. Depois disso e do penteado que vira moda, o mais importante é fazer uma jogada bonita, é tentar aquele drible tão treinado sobre o zagueiro adversário, é fazer um GOLAÇO. Mas esqueceram-se que na hora do mata-mata, quando o jogo é decisivo, não há espaço para isso. Quando o único resultado possível é a vitória, então não importa como nem quem o faz.
O importante é (simplesmente) fazer gol.



Já dizia um certo baixinho.



:)

domingo, 17 de julho de 2011

right after sunset

Pare para observar sua rotina de trabalho exaustivo e você provavelmente pensará que gostaria de ficar uns dias em casa sem fazer nada, mesmo que fosse em licença saúde e não de férias.
Experimente ficar de repouso em casa por mais de 2 dias e sua saúde mental começará a desandar. Você começará a sentir falta do trabalho, sentirá dor nas costas de tanto dormir ou ficar jogado no sofá, e especialmente, se lembrará de uma série de problemas e afazeres domésticos que estavam muito melhor guardados no fundo da sua psiqué do que aí na superfície. Você provavelmente tentará contato seus amigos, só que seus amigos têm que trabalhar. Então você fará contato com quem você provavelmente não deveria, e certamente se arrependerá depois. Depois de vários dias fazendo nada em casa, nem trabalhando, nem se divertindo com seus amigos, e muito menos bebendo um vinhozinho para enfrentar o frio, você passará a entender os suicidas. E a partir de domingo, a cada entardecer, você sentirá uma depressão profunda, um impulso de cortar os pulsos, uma vontade de dormir eternamente. Você terá plena compreensão de porque as pessoas costumam se matar em dias cinzas, ao anoitecer. E quando pegar no sono, você dormirá até muito tarde - e não é isso que os trabalhadores cansados desejam fazer numa segunda-feira? -, e ao acordar, se sentirá inútil e se deprimirá novamente. É hora de reagir. É hora de a mente obrigar o corpo a se curar na marra. É hora de desobedecer o médico e se livrar das pequenas tarefas domésticas, aproveitar o tempo livre para fazer aquilo que você nunca faz, enfim, é nessa hora também que você lembra daquele livro que poderia ter lido nos momentos de sofá. E quando a licença médica começa a ser finalmente benvinda e divertida, é hora de voltar a trabalhar.

Relato de uma doente.

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