
(em meu novo lar tenho uma lareira)
O fogo que hipnotiza
que aquece a casa e acalenta o coração
O crepitar da lenha incendiando
que acaricia o corpo
Madeira que vira brasa, brasa que vira cinza,
ditando um tempo da Natureza
O tempo do fogo se faz o meu tempo, substituindo as aborrecidas 60 voltas que se repetem dando horas aos minutos no reológio do tempo cronológico
A nova regra da casa agora é
Terminou o fogo, é hora de ir pra cama.
O fogo dita meu sono.
Quando as chamas se derretem em brasas é que desacelerei
Como se a fumaça levasse chaminé afora todas as preocupações do meu dia
É só quando a ultima brasa se apaga em cinzas na lareira que anoitece no meu lar
Boa noite.
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