la vida no es una frutilla


quinta-feira, 12 de março de 2009

Sex and the city na vida real IV - Age of Aquarious

Depois da experiência frustrante com seu personal trainer - Paulão, o flanelinha -, ela investe no professor de yoga, que tem um corpão também mas faz o estilo sensível hippie natureza paz e amor essas coisas. Vem cá ver as estrelas, lua nova, diz ele, dá para observar melhor as constelações. Ela não entende porra nenhuma de constelação, mas acha o máximo que ele sempre saiba quando é lua nova ou lua cheia. Começam a fazer amor ali mesmo, à luz das estrelas, no colchonete que ele trouxe da índia. De repente, bem no meio do durante - que, tântrico, duravaduravaduravadurava e não terminava nunca -, ela avista uma barata quase subindo no colchonete, quase na altura do seu rosto.
I) ELA: dá um grito de susto, sem querer empurra ele pra fora do colchão, quebra todo o clima e ELE: Calma docinho é só uma baratinha, aqui em casa tem várias, elas não mordem, é da natureza... (no fundo puto da cara porque perdeu toda a concentração e brochou)
II) ELA: dá um grito, mas não se move, e ELE: pensa que ela gritou de prazer, etra na onda dela, grita também, esforça-se para demonstrar o máximo de prazer mas ELA: continua gritando, agora mais forte, porque a barata já encostou as anteninhas em sua pele, e ELE: isso, gata, como tu grita gostoso, que sexo selvagem, uaua, e ELA: finalmente diz A barata! e só então ELE: vê a barata, dá-lhe um peteleco pra longe, e os dois caem na gargalhada
III) ELA: não quer parecer fresca, afinal ele com sua cultura hindu não deve ter pânico de barata, pelo contrário, já deve ter comido baratinhas fritas na Tailandia, então ela fica quieta torcendo pra barata não vir, e disposta a dar um peteleco nela caso se aproxime muito ELE: cultura hindu que nada, barata é o bicho mais nojento do mundo, esquece o sexo tântrico e pára tudo pra sair correndo atrás da maldita, chinelo na mão. ELA: só pensa Desgraçado
IV) ELA: dá uma olhada de canto de olho e continua se concentrando no corpo do mestre de yoga, aquela escultura pesando sobre o corpo dela... ELE: como se nada estivesse acontecendo e sem interromper sua atividade tântrica, alcança o chinelo para matar a barata, e sorri para a moça com ar de satisfação, problema resolvido, não para, não desconcentra ELA: no depois, rindo, comenta sobre o episódio da barata. ELE: confessa que tinha visto a barata muito antes, quando ainda estava no muro, e ficou torcendo pra que ela não visse. ELA: com nojo de calçar o chinelo. ELE: cofessa que não conseguiu matar a barata...
...`o´...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Pingos de Patagonia II

Nosso primeiro trekking de verdade, primeira experiência de acampamento na Patagônia, foi em El Chaltén. A caminho do fabuloso Fitz Roy, onde uma amiga minha jura ter visto um duende, lá fomos nós - a Cris, a barraca, nossas mochilas e nossos cajados - em direção ao "Campamento D'Agostini", em Cerro Torre, dormir a primeira noite. Levamos 5h para fazer a trilha de 3,5h.






Descobrimos, em algumas curvas, o poder do vento patagônico. É assim: tu levanta a perna pra pisar, e em vez de o teu pé cair na tua frente, cai pro lado e tu te desiquilibra, afinal, tem uma mochila gorda pesando no mínimo 12kg pendurada nas tuas costas. Também nessa trilha, vimos uma lebre correndo saltitante, e nos emocionamos com nossa proximidade da natureza, objetivo principal da viagem.




Na metade da trilha, começou a chover. E em menos de 1h caminhando dentro das nossas capas de chuva de dé real, descobrimos que elas custaram tão barato porque são descartáveis. Mais adiante, dedicaríamos a elas um clássico samba:


"...com você eu vivo a sofrer

mas sem você

vou sofrer muto mais..."


Finalmente chegamos ao camping. Abaixo de chuva. Começava a escurecer. A Cris desabafa aos berros:


"EU ODEIO CHUVAAAA!! ODEIO ACAMPAR COM CHUVA!!!"


Descobrimos que na nossa barraca entrava água. E fazia frio.




O que nos salvou foi que, entre as pouquíssimas barracas que estavam armadas ali, havia uma de onde vinha uma música, uns acordes de violão, e decidimos ficar por perto. Pois o dono de la guitarra sensibilizou-se com o desabafo da Cris, nos ofereceu ajuda, foi o primeiro entre tantos a rir do tamanho da nossa barraca enorme, mas também o primeiro a aproveitar-se disso, e foi assim que conhecemos Matias e Lucas, irmãos, portenhos, buena onda, que nos ensinaram que não necessariamente a barraca pega fogo se acender o fagareiro dentro dela, o que mudou a nossa vida, e nesse dia cozinhamos dentro da barraca, conversamos e cantamos até tarde, até que foi cada um pra sua barraca dormir e eu e a Cris descobrimos que já não entrava mais água na nossa carpa, mesmo com muita chuva, e que nossos sacos de dormir deveriam ser mais quentes, e que um vinhozinho faz muita falta hora dessas.




Matias

Lucas


O dia seguinte amanheceu chovendo. Eu tinha a nítida sensação de que aquela massa nebulosa estava presa naquele vale e que nunca mais iria parar. Nos levantamos tarde, não que estivesse gostoooso dentro do saco de dormir, mas faltava coragem para sair. Lá pelas 14h, decidimos voltar pro pueblito de El Chaltén e dormir no quentinho do hostel, e azar o do Fitz Roy porque com esse clima não ia dar pra enxergar pico nenhum mesmo. Por sorte a chuva deu uma trégua bem na hora em que desarmamos a barraca, e foi assim que aproveitamos cada cantinho do pueblito, sua cervejaria artesanal, sua padaria e confeitaria, seu super hostel Rancho Grande e a multidão de europeus, australianos e argentinos que o habitavam temporariamente.




LADE - Líneas Aereas Del Estado

A maneira mais barata de voar pela Argentina é... de LADE. Pelo menos para estrangeiros, porque as Aerolineas Argentinas cobram o dobro do preço para estrangeiros. Então eu e a Cris compramos nossas passagens: Buenos Aires-Ushuaia-El Calafate. Ushuaia só pra conexão, não tínhamos tempo para conhecer a cidade. E o preço era o mesmo até aí ou seguindo até Calafate. Todo muy lindo, descubrimos que tinha uma escala em Puerto Madryn, tiramos muitas fotos aéreas, nos servirama até champanhe no avião.





Chegando ao aeroporto de Ushuaia, que é uma gracinha, morremos de frio só de dar aquela caminhadinha do avião até a sala de embarque/desembarque (ninguém achou que a LADE teria finger, né? E todo mundo sabe que finger é aquele tunel que liga o avião ao aeroporto, né?). Já nesse aeroporto uma confusão, um comissário nos mandou subir uma escada que tinha um sinal de proibido, e entramos na sala de trânsito pela contramão. Ficamos superatentas, nosso vôo atrasou um pouquinho, mas em seguida tudo se resolveu e lá fomos nós, caminhar até a aeronave que nos levaria a El Calafate. Quando a Cris avista o aviãozinho de élice, PAVOR. O equipamento que um dia serviu às Forças Aéreas Argentinas devia ter uns 70 anos de idade, bem como seu comissário de bordo. Por sorte, não vimos a cara do piloto.


Entrando no aviãozinho, que já tinha seus 32 lugares quase lotados, tive que ficar nos primeiros bancos, ou seja, de frente pra todo mundo. Viaje de ré. E sem mesinha. Antes de decolar, nada de instruções de segurança: nossa aeronave não dispunha de máscaras de oxigêncio nem colete salva-vidas. Serviram alfajor e café, e as pessoas à minha frente sensibilizaram-se, deixa que eu seguro teu café enquanto tu abre o alfajor, por favor segura meu alfajor enquanto eu adoço o meu café. Thank you (só tem gringo indo pra Patagônia).




A viagem foi aparentemente longa e barulhenta. Não obstante, consegui dormir um pouquinho. A Cris se hipnotizou com um livro para não pensar no que seria aquela tremedeira toda. O melhor momento foi a preparação para o pouso, quando o comissário de bordo vai conferir pela janelinha se as rodas do avião (que no caso do nosso Fokker ficava sob as asas) obedeceram ao comando do piloto.


Finalmente, chegamos a El Calafate! Sãs e salvas. Nesse aeroporto pequenino ao lado desse lago verde-azulado lindo na fotinho acima. E eu só contaria pra minha mãe sobre esse aviãozinho no final da viagem, quando se Deus quisesse chegasse viva a Buenos Aires. Bueno, acá estoy. E recomendo a LADE. Lá na Patagonia, me disseram até que os aviõezinhos de élice são mais seguros do que os outros. Se bem que na volta... Ah, a volta é outra história.


quarta-feira, 4 de março de 2009

Diego. Maradona.

Não tem como um brasileiro entender a relação que os argentinos têm com o Maradona. Não tem nada a ver com a nossa relação com o Pelé ou o Ronaldo gordo. Em tese, metade dos argentinos AMA o Maradona, e a outra metade o ODEIA. Lá na Patagônia, eu e a Cris conhecemos um desses argentinos apaixonados pela figura (sim, o Maradona é uma figura, uma personagem, muito além de jogador de futebol, dependente químico ou treinador da seleção). Nosso amigo Andres parece ser uma pessoa razoável, um argentino de classe média, curso superior completo, beirando os 40 anos de idade, é parte dos 80% dos patagãos que trabalham com turismo. Os outros 20, produzem ovelhas para servir o famoso cordeiro patagónico que é delicioso e macio e com pouca gordura mas muito sabor. Então, o andres nos dizia, muito seriamente, sem nenhum tom de ironia ou humor, que o Diego é uma dessas pessoas que nascem tocadas por Deus. Literalmente, por la mano de Dios. Ele é uma pessoa especial espiritualmente, ele nasceu abençoado! Se se meteu nas drogas, foi para integrar um meio onde isso era necessário, ele fez o que qualquer pobre como ele teria feito no lugar dele. O que faz de Maradona um ser tão especial e vencedor não é treino ou técnica no futebol, nem carisma, mas simplesmente o fato de que ele é uma figura divina, nasceu tocado por Deus, um Escolhido. Então tá. Não deu nem pra fazer piada, eu e a Cris rindo por dentro, mas seguimos escutando com a de seriedade. Eu é que não ia contestar tamanho fanatismo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Nada do que foi será de novo... Será NOVO!

Quis ir àquela festa, mas desta vez não foi convidada. Já não pertence àquele salão. Já não é ela quem fecha a pista, quem brinda o champanhe final. Quis caminhar por aquela rua... tomar aquela ceva no boteco da esquina. Mas atrás do balcão, o bigodinho nem a cumprimenta. O bairro todo já não a reconhece. Teve aquela última vez... a garçonete perguntou "veio sozinha hoje?", ela guardou uma lágrima e sorriu "sim", a partir de hoje venho sozinha, pensou. Quis dançar aquela música, ah uma, só uma canção contigo! O ritmo não é mais o mesmo. O salão mudou de lugar, até. Não tem mais aquela mesa no canto. Os garçons não são os mesmos. Até a marca da cerveja mudou. Quis ir àquela festa... mas já não é mais a mesma. Nem a festa, nem ela. Outros salões, outras canções a esperam. Acabam de chegar os convites...




Pingos de Patagonia I



No caminho pro Glaciar Perito Moreno tem uma curva que se chama Curva dos Suspiros. É que diante da primeira visão de um glaciar, não tem como ficar em silêncio. No caso, a Maria não suspirou, deu um grito, "Aaah! Cris! Olha!". Foi nosso primeiro passeio, ainda civilizadas, em excursãozinha, fotografando desde as passarelas ou desde o barquinho em meio aos orientais e muitos, muitos europeus, especialmente franceses, ou então australianos, origem da maioria dos english-speakers. E eu e a Cris, "Brasileñas?! Pensé que eran argentinas..." bem, isso foi antes de eu adquirir o divertidíssimo sotaque chileno, Oye!
As fotos estão assim azuladas não só porque a camera azulava tudo, mas porque essa é a cor do interior do glaciar (que não é extamente uma formação de gelo, mas de neve compactada), e a água dos lagos sempre com esse tom verde-água.
Prometo mais fotos, nos próximos posts, e crônicas da viagem.
A propósito, PAZ e AMOR! (Já que começou The Age of Aquariooooouus)
** *

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

semana de prazeres

terminei a monografia.
compramos passagens para a patagonia.
provei a ceva que se chama Patagonia Ambar e amei.
roubaram meu cartao.
mas nao tentaram gastar meu dinheiro.
fui na aula de trapézio. aaaaaaaaaaahhhhhhhh!
to tomando uma ceva.
era tudo o que eu queria!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sabe quando tu tá lendo um livro e adorando, mas ele vai terminar, e por mais que tu queira saber o final da estória, ao mesmo tempo tu não quer que o livro termine porque tu gosta tanto dele!
Obrigada, Mario Vargas Llosa
Obrigada, Tetê, por ter me regalado o livro

E a Menina Má não vai para a Patagônia. Vai o Delírio, mano. Responsa hein!

sábado, 31 de janeiro de 2009

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

eu mereço...

Acordei às 10h35 da manhã, expulsa pela cama, pelo barulho, sei lá. Ontem não dormi tão tarde, mas já estava recostada na cama quando começou Laranja Mecânica. Nunca tinha assistido inteiro, sempre pedaços, acredita? Precisava sair de casa, respirar o ar da rua, bisbilhotar os acontecimentos de la Recoleta àquela hora. Ok, ok, não tô no coração da Recoleta, aqui já é Retiro, confesso. Fui tomar café no meu bom e velho café da calle Montevideo (aquele do velho tarado, lembra?), aquele capuccino delicioso e uma medialuna de grasa. Levei mais umas medialunas pras gurias e um pãozinho integral pra mim. Li todo o jornal, descobri que já está em cartaz o novo filme do DiCaprio, e que Vicky Cristina ainda não voltou ao telão. A Cristina Kirchner, esta sim, está por tudo. Parece que se curou da depressão só depois de se encontrar com o Fidel. Me encerrei em casa o resto da tarde estudando e me desesperando. Amanhã é dia 31. amanhã eu me prometi que terminaria a monografia. Falta bastante, mas até então eu estava confiante de que terminaria... Mas agora já não sei. Não sei, não sei, não seeeiii!!! Vontade de terapia. Vontade de colo. Vontade de sair correndo. Chove em Buenos Aires. Chove de verdade, finalmente, a água caindo do céu perpendicular ao solo, pesada, fazendo barulho nos telhados, chacoalhando as copas das árvores, molhando os gramados dos parques. Melhor, assim não tenho como sair correndo. Vou pegar uns livros emprestados com a Jô, no fim da tarde. Já parou de chover, mas vou de colectivo pra chegar mais rápido. No meio do caminho o bus estraga, todo mundo desce e espera o próximo. Eu, não: vou caminhando. Mas no meio do caminho tem a Persicco. Persicco = MELHOR SORVETERIA. No meio do caminho tem a Persicco, e na Persicco tem aquele sorvete de banana com doce de leite e tantos outros sabores que enlouqueço e... a diabinha-gordinha fica atucanando, que eu mereço, eu preciso, que é muito bom, que tenho me comportado, posso comer; a anjinha-saudável fica dizendo justamente, tens te comportado tão bem, por que estragar tudo com um sorvete gordo, nao faz isso, e o biquini, e aquele jeans que não entra mais; aí a diabinha lembra do sorvete de banana-split, e a anjinha perde os argumentos. No caminho de volta pra casa compro frutas de luxo, como cerejas e figos, e verduras para a salada. Resisto à Frutigran (melhooor bolacha integral), resisto aos alfajores, resisto a todos os doces. Chego em casa e as chicas já estão se arrumando para sair, ótimo, assim fico sozinha escrevendo minha monografia tranquilamente. Mas... falta alguma coisa entre eu, os livros e o computador. Falta... uma cervejinha! Vou lá, compro dois porrones tricolores (Quilmes, azul-preta e branca) clandestinos no kiosko (depois das 22h é proibido vender alcool a não ser em restaurantes, bares e delivery) e volto ao trabalho: agora sim, tô pronta pra virar a noite escrevendo...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ESPERAR



O que importa é aprender a esperar. O ato de esperar não resigna: ele é apaixonado pelo êxito em lugar do fracasso. A espera, colocada acima do ato de temer, não é passiva como este, tampouco está trancafiada em um nada. O afeto da espera sai de si mesmo, ampliando as pessoas, em vez de estreitá-las.
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Ernst Bloch, “O princípio esperança”
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domingo, 25 de janeiro de 2009

Vício. Arte. Tradição.


Fazer o chimarrão é uma arte. Encher 2/3 da cuia com erva. Inclinar a cuia e acomodar a erva de um lado (tem lado certo), completar com água morna e deixar a erva inchando, com a cuia ainda meio inclinada. Servir o mate com água bem quente, mas ainda não fervendo. Colocar a bomba tapando-a no bico, e quando destapar, a água do mate tem que baixar um pouquinho - significa que a bomba não entupiu. Tomar o primeiro mate, ainda não tão quente, servir e passar o próximo para a direita. A espuminha significa que o chimas ficou perfeitooo
DELÍCIA


Sex and the city na vida real III

O Beijo I

Tem aquele amigo que é o bonitão da turma, divertido, sempre sai de língua de fora nas fotos. As gurias confabulam como será o beijo dele. A opinião é quase unânime: deve ser power-tongue. O beijo power-tongue é aquele em que o cara põe tanta força na língua pra beijar que quase mata a guria de asfixia. Numa daquelas festas de fim de ano, clima de despedida do colégio e tal, uma das gurias fica com o cara. No dia seguinte, todas querem saber E aí, como é que foi o beijo? Resposta óbvia: Enfiou tanto a língua na minha garganta que deu ânsia de vômito e acabei vomitando no colo dele. E o bonitão da turma deixa de ser o bonitão da turma, porque tem beijo power-tongue.

O Beijo II

O cara pegou a irmã do melhor amigo, e ainda quebrou o dente dela num beijo. O dente dele ficou intacto. Nunca mais pegou a irmã do melhor amigo.

Língua

Eu já vi fetiche por pé, por bunda, por peito, por pescoço, até por mão. Mas nunca tinha visto fetiche por língua. Aconteceu com uma conhecida. Ficou com o cara, lindo, 1,90m de altura, só achou meio estranho ele ter pedido pra ela mostrar a língua, quando já estavam no carro, deixando-a em casa. Ela pensou que, de repente, não tava envolvendo a língua o suficiente no beijo... Saiu com ele mais uma vez, pra dar uma chance. O cara não parou de pedir pra ela mostrar a língua. E não era botar a língua em lugar nenhum, era simplesmente mostrar a língua. Depois não entende porque que a mulher nunca mais saiu com ele...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

palavra de poeta


Há quem receite a palavra ao ponto de osso, de oco;
ao ponto de ninguém e de nuvem.
Sou mais a palavra com febre, decaída, fodida, na
sarjeta.
Sou mais a palavra ao ponto de entulho.
Amo arrastar algumas no caco de vidro, envergá-las
pro chão, corrompê-las
Até que padeçam de mim e me sujem de branco.
Sonho exercer com elas o ofício de criado:
usá-las como quem usa brincos.



(Manoel de Barros)

sábado, 17 de janeiro de 2009

come away with me

Norah me acaricia


e sinto relaxar o corpo inteiro


os olhos semi-fechados


os lábios quase-sorriso


Quanto mais Norah sussurra

doçuras em meus ouvidos

quanto mais mexe seus dedos

tanto mais a quero




Norah me acalma


me inspira


faz-me lembrar


e esquecer também



Porque Norah é minha

nossa intimidade transcende


Norah me dá prazer

sempre








quem é a coisinha linda da titia?

foda. cresci jurando que eu nunca seria a tia chata que aperta as bochechas das crianças.
mas tem como resistir?




BLERGS!!

O que pode ser mais nojento do que pisar num cocô de cachorro?
.
.
.
.
Chutar um cocô de cachorro fresquinho, DE HAVAIANAS!!
..
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

cantadas portenhas I

Caminhar em Buenos Aires tem um divertimento à parte: a criativadade e a dramaticidade das cantadas dos portenhos. Especialmente os operários e mecânicos (no caminho pro Ameghino, onde trabalho, há um monte de lavagens, concessionárias e oficinas mecânicas), eles se puxam. Enquanto no Brasil escuta-se "Cheirosa", "Gostosa", aqui as cantadas são de outros nível "Ay, mi amor", "Reina", "Diosa". Entendeu? Mas às vezes eles se puxam na criatividade, e, com sorte, conseguimos escutar e entender tudo no tempo da passada (às vezes são tão longas que quando o cara termina de falar eu já estou do outro lado da rua).

Ontem, saímos eu e a Cris de casa no fim da tarde, para caminhar pelos parques da Recoleta, quizás dar uma corridinha até. Saio de tênis, fusô e uma regata verde limão. Eis que na esquina da Callao com Libertador, escuto de um papeleiro

"Uy, se ya es linda así de verde, imagináte cuándo madura".

Fator importante é que a maioria das argentinas não têm bunda, muito menos deixam à mostra o seria o quadril, usando sempre blusas longas ou calças largas. Foi numa dessas que escutamos (dessa vez não era pra mim)

"Que colita linda... ...bonbón!"

A propósito, chamar uma mulher de bombom por aqui não é nem vulgar nem brega.




sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

o tempo

o incômodo abraço cheio de receio
um adeus dramático
disfarçado de até logo
o desvio do olhar teimoso
suor de nervoso
as mãos geladas pela insegurança
os lábios abertos com alguma esperança
um beijo que quase foi roubado
revoada
as borboletas se foram
um ano e meio de euforia são arquivados
e a angústia de um ano se esvai
todas as sensações que afastam
e movimentos que aproximam
na duração de um abraço
dois minutos.talvez três.
...........................
.......................
..................
.............
.........
.....
.

SAUDADE DO MEU PAGO

Morando numa cidade grande e enlouquecida como Buenos Aires, que tem as vantagens (cultura, gente do mundo inteiro, lugares diferentes, sempre novos, sempre abertos, permanentes, história, cada bairro uma vida, facilidade de acesso a tudo ou quase tudo, mistérios, novidades, uma infinidade de coisas a serem descobertas, eventos gratuitos, atrações internacionais, diversidade de atrações locais, etc.) e as desvantagens (barulho, poluição, estrangeiros demais, hostilidade, correria, estresse, engarrafamento, greves, colapso, escuridão, violência, sensacionalismo, etc.) de uma metrópole, a pessoa começa a sentir falta de certas coisas. Primeiro, por estar longe de casa, há momentos de muita saudade, saudade das pessoas queridas, saudade de muitos amigos ligando de todas as partes toda hora, todos os dias convidando pro aniversário ou churrasquinho ou comemoração de alguma coisa de alguém, saudade daqueles que sabem só pelo teu olhar. Segundo, porque em Baires se anda a pé, que saudades de pegar o carrinho no finde e sair por aí, sair dirigindo à toa, direção litoral ou campo ou serra, ou simplesmente um bairro mais calmo, perto do rio, pra tomar um mate e acalmar os sentidos. Terceiro, porque a cidade é muito iluminada à noite, quase não se vê as estrelas, e como eu sinto falta de olhar pro céu, procurar os satélites, ver estrelas-cadentes. Quarto, porque é muito barulho, especialmente morando a uma quadra de um hospital, é sirene de ambulância toda hora, e ônibus freando com as pastilhas gastas gritando. Quinto, porque as pessoas têm cachorros em apartamento e nem curtem eles direito, mandam o passeador levá-los pra rua entre mil outros cachorros na coleira, e os cocôs ficam nas calçadas esperando pra serem pisados.



SAUDADES DO CAMPO, DO SILÊNCIO, DO PÔR DO SOL E O NASCER DA LUA, DE ANDAR A CAVALO, DE TER MEU CÃO



Apelei ao Vitor Ramil, uma das minhas canções preferidas - Deixando o pago -, pra ver se alguém me entende...



Como é linda a liberdade

Sobre o lombo do cavalo

E ouvir o canto do galo

Anunciando a madrugada

Dormir na beira da estrada

Num sono largo e sereno

E ver que o mundo é pequeno

E que a vida não vale nada



Cruzo a última cancela
Do campo pro corredor

E sinto um perfume de flor

Que brotou na primavera.

À noite, linda que era,

Banhada pelo luar

Tive ganas de chorar

Ao ver meu rancho tapera



Falam muito no destino
Até nem sei se acredito

Eu fui criado solito

Mas sempre bem prevenido

Índio do queixo torcido

Que se amansou na experiência

Eu vou voltar pra querência

Lugar onde fui parido

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

2009



Réveillon

rève de sonho
veille de véspera
réveille de despertar

revelação
ou rebelião


Carpinejar I

"
Viver é mesmo a arte dos desinformados.
"
tá ali nas outras intensidades: Fabro

Cazuza I

"

EXAGERADO
jogado aos seus pés
com mil rosas roubadas
EXAGERADO
eu adoro um
AMOR INVENTADO

"

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Teoria da moita II

:
Antes uma moita bem cagada e desocupada
do que ficar naquelas
"nem caga nem desocupa a moita".
.

encontrar.se.só.

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Quando já não precisar da luz daquele olhar
Que de tanta luz emaranhava em sombra
Verá brilhar os próprios olhos
Luz da alma, intensa e duradoura
Da obscuridade à escuridão quase total,
Da cegueira à claridade do amanhecer
Verá raiar cada dia mais seu
A pele cor de pôr-de-sol
Textura de areia fina e fria
Sentirá o calor por dentro
E, olhar desatento, será surpreendida
Um universo de possibilidades
Identidade-interrogação
A vida é movimento, arrebentação na beirada
Pra mergulhar, basta coragem
Entrar e sair, questão de iniciativa
E será tudo novo
Quando já não, não mais
Será pura afirmação, então.
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008



sabe aquelas férias que eu queria me dar?
já começaram.
tem tudo a ver com fim de ano - preparação para dois-mil-e-novos -
e com ombros.




Mulherzinha.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

presença-ausência

e mesmo depois de tanto
ainda sinto teu cheiro
no estofado do meu carro
nos lençóis da minha cama
quando venta em meus cabelos
sinto tua respiração
na minha nuca
tua voz
cochichando no meu ouvido
e já se passaram tantos
mas ainda te vejo
no reflexo do espelho
na saudade de um quando
e na esperança de um ainda
e mesmo depois de tanto
ainda te tenho aqui
comigo
ainda
e sempre

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Deriva - parte II

  • uma milonga em san telmo
  • um samba na lapa
  • um baile de cola atada
  • os fogos de copa no reveillon
  • jingle bells e os amigos no porão
  • compras de natal na santa fé
  • aquelas mulatas com samba no pé
  • o-do-mo-dê
  • imortal tricolor
  • bombonera
  • talvez fla-flu no maraca
  • pôr do sol no cachimbo
  • asa delta no pepino
  • o cara da cítara no parque
  • pendurar tecido na árvore
  • trapézio no pátio
  • bicicleta na av. atlântica
  • malabares na redenção
  • os bares do bonfim
  • os bares da zona sul
  • ou subir santa tereza
  • praça serrano ou armenia
  • bastille ou marais

onde a vida pulsa, haja mais vida, haja amor, esteja eu...

...esteja você


sábado, 13 de dezembro de 2008

Sex and the City na vida real II

Cachorro?


Tava puta da cara, mais um que promete ligar e não liga. Tinha sido tão bom aquele finde, ele pareceu tão querido... E aí sumia do nada, assim, duas semanas sem ligar!

Foi faxinar a casa, como costumava fazer para passar o tempo enquanto esperava uma ligação.

Varreu o chão, aspirou o carpete do quarto, fez uma limpa na geladeira e nos armários da cozinha, trocou a areia do gato. Quando foi trocar o jornal do cantinho do bichano, congelou. Eram as páginas policiais, e deu de cara com a foto dele. Vítima de acidente na 290. O cara tinha morrido sexta-feira passada, como poderia ter ligado pra ela? E ela amaldiçoando o cachorro-filhadaputa-covarde.
- Morreu, amiga. Quando penso que conheci o homem da minha vida, ele morre, porra. Fiquei viúva antes de começar o romance.

Sex and the City na vida real I

O cara flanelinha


Recém tinha terminado o namoro, passou semanas deprimida, até que as amigas conseguem tirar ela de casa. O primo da amiga está ansioso por conhecê-la. Ela, que esperava um gordinho espinhento, não podia ter ficado mais feliz diante daquele corpão e aquele maxilar sorridente, um homem daqueles que se vê de longe na academia e pensa que é tão lindo que só deve pegar o próprio espelho. Se beijaram e não desgrudaram mais. Tampouco conversaram, foi uma atração de corpos. Não ficaram nem uma hora no bar e quando viu já estava na cama dele.
E quando ouviu, se sentiu numa aula de aeróbica.


Isso aí! Mais rápido! Plaf! Plaf! Plaf! (corpos se batendo)
Agora levanta essa perna! Aê, assim!
(Ele segura a própria nuca com o braço direito, deve ser para visualizar o bíceps no espelho)
Mais pra esquerda! Veeeem.. Aí, aí!
(Ele leva o braço esquerdo atrás da nuca também, soltando a perna dela)
Plaf-plaf-plaf-plaf-plaf!
Iiisso! Agora vira assim! Mais pra cá! Aê, aê!
Plaf-plaf-plaf!
Agora de quatro!
De quatro!
...
Que foi, gatinha, cansou? Ooooh, tá cansadinha...
...
Ih, ficou brabinha é? Que foi, gata? vem cá!
(Ela se vestindo.)

Ah, já sei, tu é taurina, né? Mulher de Touro é sempre furiosinha.


Hollywood ou simplesmente amor



Na vida real,

um desencontro é

um desencontro.


*inspiração da Cris

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

RAINHA

Foram meses de expectativa.

Foram horas de fila: de noite e no inverno pra comprar ingressos; de dia no calor e no nervosismo dos fanáticos para entrar no estádio; de madrugada e na multidão pra fazer xixi no banheiro químico; de noite e com foma pra comprar empanadas enquanto esperávamos todos chegarem ao ponto de encontro e o transito aliviar

Nunca desejei tanto ser mais alta e mais forte.
Ali debaixo do palco, lá na frente, onde sempre desejei estar quando fico lá pra trás e não vejo nada além de um ponto no palco e uma imagem borrada no telão.
Ali é a lei da selva. Ali quem enfrentou tantas horas de espera e agou tão caro quer levar mais do que o momento e a lembrança. Ali o povo quer tirar a melhor foto, fazer o melhor video, chegar mais e mais perto, aparecer no dvd. Ali, em se tratando de Madonna, todo mundo é mulher, inclusivo os corpos forçudos de testosterona que não precisam ser cavalheiros, portanto podem empurrar as baixinhas. Eu sobrevivi e até curti o show. Conseguia enxergar quase tudo! Ela, a Rainha, "la chica material", é maravilhosa. É linda, a filha da puta. É gostosa e musculosa como nas fotos.

Quem se importa se ela usa playback? Ela tem mais é que esquecer o microfone e dançar, mostrar seu corpo espetacular! E quer saber? Ela canta, sim. Como cantou "Don't cry for me Argentina" e deixou todo mundo arrepiado.
Mas os melhores momentos foram LIKE A PRAYER, BORDERLINE e MUSIC. E o melhor de tudo tudo tudo foi curtir esses momentos com Cá, Lica, Marina, Cris, Pri, alice, Lauren, Xande, a galera toda e a 15ª ainda. Valeu, gente! ;)

THANK YOU, QUEEN!

show

BORDERLINE. a melhor versão!


50 anos de idade, pulando corda no palco.de salto alto.

(ali, ó. bem pertinho)




quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Porque a vida é roda-viva
Roda-mundo
Roda-gigante
Roda moinho, roda pião
Viver a eternidade de cada instante
A intensidade de cada vento
De cada sim e de cada não

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

férias

Quero dar férias à minha força, à minha independência, a este meu corpo resistente, à minha coragem e à minha ousadia. Quero dar férias aos sorrisos de apesar de triste, às festas de apesar de cansada, às cervejas de quando queria leite quente e edredon. Férias a esse monte de qualidades que admiro, e deixa eu ser mulherzinha fragilzinha tristinha e sentir frio nas noites de verão. Não me diz nada, só me dá um colo e me abraça. Não tenha medo da minha fraqueza, porque ela é fonte das minhas forças.
.

de silêncios e enigmas

Sentiu um frio na barriga enquanto escrevia. Sentiu medo. Medo de revelar-se demais, de não ser compreendida, medo de não receber resposta alguma. Teve medo de se jogar, desta vez. Escreveu apenas uma pergunta enigmática. Já não dá mais explicações a ninguém. Sim, esperou alguma resposta, enigmática, verdadeira ou falsa que fosse.
...



...
Ela suportou o silêncio da não-resposta em silêncio absoluto.

Orgulhou-se da própria sabedoria.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Megaeventos







Quem sai da provincia de Porto Alegre para uma capital internacional como Buenos Aires tem mais é que aproveitar os megaeventos que por aqui passam, e que aqui custam menos do que em São Paulo ou no Rio.






Em novembro foi a CREAMFIELDS....

(chegada)


(saída)





(finalistas)







(e muito mais que isso, a companhia dos megaamigos que vêm curtir comigo!!!)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

MADONNA-BRASILEIRÃO-BUENOS AIRES-ELAS, NÓS!!!

tiao postou no blógui dele um comment que deixou no blógui da marcela.

então acho que também posso postar um comment que deixei no blógui da élice.

borbulhando
gritando
abraçando muito
dançando muito pulando
rindo
curtindo
amando
comemorando
tagarelando
reunindo
.
encontros transbortantes.
digno de ir pra História.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH
!!!
(gozei. só de pensar.)




terça-feira, 2 de dezembro de 2008

quinta-feira, 27 de novembro de 2008



.sabe quando tu vive uma coisa muito boa, que transborda e precisa ser compartilhada, mas tu não tem ninguém ao lado que compartilhe da tua empolgação?
.é como ir ao jogo sozinho no meio da torcida adversária, ver teu time ganhar de 2x0 fora de casa e ter que ficar em silêncio

Viver é uma aventura. Até quando tu vai dormir cedo numa segunda-feira.



Quase não chove e faz muito calor em Buenos Aires e as nuvens estão sempre aí pra dar aquele peso de umidade sem vento ao ar. E a vida aqui é sem Fiestinha, é caminhar ou tomar o busão lotado, e haja monedas pra tanto busão. O nosso apê é tribom, arejado, mas tão arejado que se chega a ter vento e a gente deixa tudo aberto as portas batem e as coisas voam, ou pode quebrar a janelinha do banheiro numa porrada dessas. E tem um belo dum ar condicionado split na sala, onde os morcegos fizeram seu ninho durante o inverno. Um belo dum ar-condicionado que já usamos várias vezes. Até anteontem.


Anteontem eu tava finalmente pegando no sono quando a Cris me acorda num salto acendendo a luz e quando vejo o ar-condicionado tá JORRANDO água pra dentro de casa, ali na prateleirinha dos livros onde deixamos os notes quando não estamos usando. Tá jorrando água no computador da Renata, no Seminário 10 (Angústia), nas Obras Completas de Freud, nas malas cheias de roupas de inverno que ficam sob a prateleira. Nada de mais. Corre-corre, pano seco, pano molhado, toalha de rosto no chão, pano de chão na prateleira, livros pra cima da cama, notes pra cima da mesa, secador de cabelo neles, são 2h30 da manhã, eu só queria dormir.....


Pior é que se a Cris não estivesse acordada eu teria seguido em sono profundo com um sorrisinho de canto na boca ainda, sonhando que delícia, tá chovendo finalmente.


terça-feira, 25 de novembro de 2008

DE AMOR E DE BEBÊS - para emocionar

Eu não seria capaz de descrever o que é ser tia como pôde meu irmão sem querer fazer poesia ao falar do que é ser pai. Entra lá no bloguidotião e vê se entende. Pega uns lencinhos antes, porque se tu é minimamente sensível, tu vai chorar. De lá já podes seguir para todos os links de albuns virtuais e vídeos do YouTube do Joãozinho, que hoje em dia a pessoa mal nasce e já está na web.

Tia Méri

sábado, 22 de novembro de 2008

o silêncio do teclado
esses dedos que não deslizam
mãos vazias de idéias
o silêncio da janela
essas letras que custam
a preencher a tela
sabiás, grilos e gritos de
o movimento da noite
e o corpo que se entregou
na quietude de casa
ali onde as letras se juntariam
escorregam como grãos de areia
semi-idéias apagadas
poemas inacabados
...

TANGO

a) dançar é entregar-se ao outro sem perder o equilibrio
;
b) o amor é uma dança
;
c) amar é entregar-se ao outro sem perder o equilíbrio

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

João

Tô apaixonada.
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Vem cá com a dinda, vem!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

sábado, 15 de novembro de 2008

um carinho...

sei lá, sei lá
só sei que é preciso paixão
sei lá, sei lá
a vida tem sempre razão

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

nada marca mais presença do que uma ausência



um silêncio pode ser necessário.pode confortar ou confrontar.um silêncio pode ter a função de corte.pode machucar.


silêncio, arte que eu não domino.minha ansiedade tem pressa.minha angústia pede palavras.ainda que custe aliviar.ainda que eu erre o endereçamento.palavras são ruídos que tentam tapar os buracos do que é indizível.


falta inscrita, desejo escrito.calar é fazer falar.pedir respostas é não as ter.


povoemos a casa de ausências.esvaziemos o texto com hiâncias.deixemos agir a distância.suportemos o silêncio.








40 band-aids

aqui faz calor, faz calor, fica úmido, fecha o tempo e não chove. não chove, não chove, não chove. faz calor, calor, calor. e diz a vizinha que mesmo que chova, o calor segue, porque a água rapidamente evapora e mais calor. o bom é que tem sol. eu gosto de sol, apesar do calor. sol anima, dá vontade de sair de casa. aguardo ansiosamente a chegada dos meus sapatinhos de verão. começamos a usar as poucas sandálias que tínhamos (eu a cris e a rê), e os poucos sapatos novos que compramos, e gastamos 40 band-aids em menos de 1 mês.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

cardápio especial

Tres vezes por semana eu almoço no hospital-dia do Centro de Salud Mental Ameghino, que é da Municipalidade de Buenos Aires, onde faço atividades práticas e teóricas. O menu do hospital-dia é para pacientes e equipe, e é o único setor do Centro onde servem comida (vem de uma terceirizada, pelo que entendi). As gurias que fizeram este mesmo intercâmbio em anos anteriores nos comentavam que dava para almoçar aí, mas que a comida não era lá muito boa. Surpreendentemente, a gente sempre se encontrou com cardápios bem direitinhos, lasanha de verduras, sorrentinos rechados, milanesas de frango, saladas, etc. Confesso que nunca me animei a provar a sopa e que há dias em que o cardápio é mondongo, e que o dia que me arrisquei a provar me arrependi. ainda bem que sempre tem pão e alguma fruta para a sobremesa, ao menos. Mas eis que ontem e hoje o prato principal foi OVELHA ASSADA. Carne! E de ovelha! Cardápio de hospital. Surpreendente. E só eu e a Renatinha, que é de Cachoeira/RS, reconhecemos que aquela carne era de ovelha. Eu vi pela cara dela, antes de provar. E quando saboreei (sim, era macia e deliciosa, nem um pouco catinguenta) só confirmei a hipótese. Que raro, no? E que delícia, comer uma ovelhinha assim, de graça, no mais. Nenhuma ocasião especial.
E já que to falando de comida, sabia que aqui se come arroz frio? É muito mais comum o arroz ser parte da salada do que ser servido quente. Esses dias a Juli me convidou pra ir jantar na casa de uma amiga, o cardápio era arroz com atum. Arroz frio, atum em lata, azeitonas e tomates-cereja (foi antes do sumiço dos tomates). E sim, gostei (dispensaria as azeitonas). Hoje no almoço do hospital-dia a ovelha vinha acompanhada de arroz frio e salada de "remolachas" (beterrabas, lembram?).
E ventilador, porque calor em cidade grande ninguém merece!

E descobri uma sorveteria triboa pela metade do preço da Freddo ou da Persicco. Não lembro o nome, mas fica na praça Güemes, que por sua vez é um amor. Essas coisas de buenos Aires que lembra a Europa, tomar um sorvete na praça iluminada à noite, mesinhas na rua, pessoas caminhando pelas ruas a qualquer hora da noite. 4h da manhã e os floristas abrindo suas banquinhas animadíssimos escutando uma salsa no radinho. Tá, mas eu comecei a escrever pra contar da carne de ovelha. Deixa a noite e suas ruas movimentadas pra outro post. ;-)


O ________________ lua cheia

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

madrugando

O texto já tá ali escrito, minimizado na tela aguardando correções e cortes. Tem que podar o texto que quis dizer mais do que cabia. Tirar fora aqueles galhos que queriam falar mas não tiveram minha atenção. Essa parte que parece a mais simples é a mais complicada. Queria poder sempre escrever de uma, surtos de inspiração, sem rodeios. Se pudesse, nem me dava o trabalho de reler. Criei o blog com essa fantasia, mas até aqui me vejo voltando, apagando, corrigindo, acrescentando ou tirando letras e idéias. Quinze pras quatro da madrugada e word minimizado. Em vez de abrir um livro de poesia, circulo por espaços virtuais amigos, alimentar-me da inspiração alheia. Pode ser que eu não seja a única online agora, e isso é reconfortante. Tão reconfortante quanto seria mais uma xícara de café com leite, mas faz muito calor pra leite quente. Escuto os morcegos com surpresa, pois hoje ligamos o ar-condicionado, como é que eles continuam ali? O teto da sala que era branco agora tá todo pontilhado de insetos que foram atraídos pela luz. Seria a festa das lagartixas, se as tivesse. Eu gosto de ter lagartixas nas paredes de casa. Me sinto mais segura com elas do que com os mosquitos, as traças ou os cupins. Temos um problema sério de traças nos armários. Traças metidas a besta, têm preferência por roupas novas. Minha cabeça dói, junto com as costas que já não têm posição confortável pra digitar e os olhos que se querem fechar. Podar o texto e dormir. Podar, cortar, corrigir. Aceitar as limitações minhas - não se pode escrever de tudo sobre tudo, mesmo dentro de um contexto - e as da consigna que diz que a página não é divã, não é lugar pra associação livre. Faz um recorte e desenvolve só esse pedacinho. Pode até ser poético, mas não em forma de poesia.

Tá, vou ler só mais uma do Carpinejar e já volto pro texto. Pros galhos soltos. Salvar eles em outra pastinha, que não seja a Lixeira. Nome do arquivo: "quase_".

Agora que compartilhei o difícil da minha tarefa, levo só metade do peso. Gracias, sabia que podia contar contigo - querido blog.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

QUÉ SUERTE!

-----atualmente no ipod----


Tudo de bom que você me fizer
Faz minha rima ficar mais rara
O que você faz me ajuda a cantar
Põe um sorriso na minha cara...
Meu amor, você me dá sorte
Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte
Na vida!...
Quando te vejo não saio do tom
Mas meu desejo já se repara
Me dá um beijo com tudo de bom
E acende a noite na Guanabara...
Meu amor, você me dá sorte
Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte
De cara!...
Sorte - Papas da Língua
Composição: Celso Fonseca e Ronaldo Bastos

R
E
M
O
L
A
C
H
A
S
!!
Sei que pode parecer inconcebível pra algumas pessoas - né, tião - mas hoje depois de 2h de academia ("Tae-Bo" + TECIDO!!!) vim pra casa sonhando com uma salada de beterraba!! Juro que me deu água na boca só de pensar que tinha beterraba em casa. Sem esforço, nada a ver com "vou jantar salada porque to de dieta", eu simplesmente tava com muita vontade de comer uma salada de beterraba, cenoura e alface (até desprezei os preciosos tomates cerejas).
Ah, se fosse sempre assim...

sábado, 1 de novembro de 2008

os buenos dias de primavera


Bosques de Palermo. Rosedal. Pancho ou Choripan - prefira o pancho, nestas barraquinhas. Pode ficar de biquini. Cuidado pros patos não atacarem teu lanche. Cuidado pro cão não saltar do pedalinho (sim, a pessoa teve a brilhante idéia de levar o cachorro pra passear de pedalinho e sim, o cachorro saltou do pedalinho latindo pros patos). Faz de conta que o tiozinho ali atrás não tá olhando, de tão concentrado no jogo do Boca no radinho. Alquila uma bike, se te anima. ou rollers. Pode ir no BomFim tomar um chope depois. É bom o chope dali, bem gelado. Não esquece de levar um casaquinho porque o calor só dura o tempo do sol. É 9 graus à noite e 29 de dia. Durante a semana, Parque Centenário. Pra correr ou ler. Nos findes, Bosques. Não sei como, simplesmente foi se formando assim a rotina primaveril.


Ah, sim. Na foto: tetê, méri, rê, cris, jô.

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