Vida intensa

la vida no es una frutilla

quarta-feira, 14 de março de 2012

entra na mente...ou num buraco

Os adolescentes que atendo no programa social onde trabalho pensam que psicólogo é "quem entra na mente do cara".

Um dia um adolescente me perguntou se quando estou afim de alguém eu não consigo entrar na mente dessa pessoa para conseguir o que eu quero. E eu respondi, rindo:

- Não... quando eu estou afim de alguém fico tão nervosa quanto vocês adolescentes ou mais, eu fico boba, nervosa, às vezes até patética.

Aí conversando com uma amiga lembramos que pô,nós não éramos assim patéticas. Nós tivemos as inseguranças normais da adolescência, mas éramos mais espontâneas e menos medrosas a um tempo atrás. Até que nos machucamos. E aprendemos algumas coisas, mas resistimos a entender que na esfera dos sentimentos nunca teremos o controle... e passamos a adotar determinados comportamentos patéticos. E quem consegue ser espontaneo nesse mundo hostil lá fora? Tá todo mundo travado! Ninguém mais se joga, todo mundo quer jogar, mas cada um com suas regras. Só que assim ninguém ganha: todo mundo perde.

#sejoga!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Saboreando

E por acaso tem como

escrever, escutar, ler, intervir, pesquisar

Desde um outro lugar

Que nao seja EU?

Como se fosse possível neutralizar-se...

E que sentido haveria em

Escrever, escutar, ler, assistir, pesquisar

Sem se afetar? Sem nenhum investimento afetivo?
(Ou, em freudiano chulo, sem tesão)

Portanto, SINTA, ESCREVA, LEIA, ESCUTE, ASSISTA, INTERVENHA, PESQUISE, AFETE-SE!

Ser blasé não é saber mais. É menos vida.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Escrenaovendo

Queria escrever sobre isto que

me dá medo.

Mas de repente me deu

um medo de escrever!


.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sudamérica e os pés no chao

Mais um verão no Uruguay. Mais 15 dias de férias com um roteiro em castelhano. Mais um carnaval sem pular. Mais um por do sol na Casa Pueblo e mais piscina e muitos dias de dinda brincando com as crianças. Mais um banho de mar para lavar a alma, deixar o cansaço na água salgada e voltar para a areia revigorada, pronta para mais 365 dias de trabalho. Mais alguns dias de viajante, em todas as modalidades...

Carroestradafronteirasecamalasrádiofamiliaamigacachorroportoalegrehoraspuntadelestecasaaeroportoaviãoembarquedesembarquedespachamalacarimboidentidadepapelzinhocasarodoviáriaônibusbotecocervejaleitoviagemhoraspapelitocarimborutaestradacarreterataxicasapraiaestacionamentoareiacaminhomarchoclopanchochampanheterminalpuntadelestemontevideocoloniaembarquemicrocolectivorutacrreteraterminalpuertoferryriodelaplatafreeshopcafépizzacoloniabuenosairesvinopapelitocarimbodocumentoimigracionesllegadaarriboequipajemalabolsascolectivoavenidalibertadorlibertadenfim.

Chegando a Buenos Aires, esta cidade estrangeira que me acolhe com tanto sentimento de pertença, me recusei a entrar na fila do taxi para ir embora do porto e saí caminhando com minha mala de rodinha e minha jaqueta de couro (fazia frio nos bus e no ferry, mas em Buenos Aires me encontrei com o calor que se espera de um verão na Capital) até a parada do meu bus. Senti saudade do meu mochilão, da condição de viajante jooovem aventureira de vnte e poucos anos. Definitivamente, mala de rodrinha e jaqueta de couro patricinha não combinam com aquela caminhada entre grandes avenidas e viadutos nas calçadas vazias de uma metrópole em pleno domingo. De vez em quando passava um ônibus cheio de torcedores do Boca cantando. Liguei o rádio, Boca x Racing, meu coração em conflito. O jogo era na Avellaneda, o Racing o último colocado e o Boca tomando um sufoco. Ora, meu coração é Academia! Aos 49' do segundo tempo o Racing faz o 2o gol e define o placar. Academia 2 x 1 Boca! Por isso que Racing e Gremio se identificam: gostamos de fortes emoções!

Mas minha viagem veio cheia de saudades e nostalgias... Fui embora da praia com desejo de mais praia. Viajei sozinha com desejo de companhia. Logo eu, que tanto gosto de viajar sozinha e tantas vezes fiz esses trajetos surenhos solita! Me acompanhei de wireless e das insistentes indicações de Alice, que me desafiavam a explorar uma Buenos Aires menos familiar, mas cheia de afetos: os sabores preferidos de Chico, os recantos de Palermo que ela mesma descobriu, o sorvete mais tradicional do que o mais famoso, a parrilla conhecida onde nunca comi. Chegar a Buenos Aires no meio de um feriadão, quando a maioria de minhas referencias não está por aqui, é mesmo experimentar-se viajante de primeira viagem. Toda a viagem deveria ter esse ar de primeira vez. Assim como todo o encontro... Dveríamos sempre nos deixar surpreender de novo por cada local e cada pessoa, como nos surpreendem os livros relidos e os filmes revistos...

Que "mais um" seja sempre "um novo"!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

De todos os nossos reencontros
Guardo a lembrança daquele
Um abraço apenas
Que nunca nos demos

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Rimas certas por linhas tortas

Não é que eu não esteja ESCREVENDO poesia
Eu não estou é POSTANDO meus versos
...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

eu, dona de casa VI: existe Azar?

Era quarta feira e era o último dia do Feirão de Móveis que a prima-arquiteta tinha me recomendado. Tinha até as 22:00h pra chegar lá (na zona sul). Antes disso era esperar a Ju chegar e encerrar o orçamento com o Sr. Faztudo (pintar paredes, consertos hidráulicos, instalações elétricas, gesso e o que mais precisar). Um Feirão de Móveis é algo que de uma hora pra outra passou de ZERO interessante a IMPERDÍVEL para mim, que estou mais Dona de casa do que nunca, que estou monotemática, só falo em casa-móveis-luminárias-cores de parede-etc.






Eu tinha uma única chave do meu apartamento. Sei lá o que os ex proprietários fizeram com as demais cópias que eles certamente tinham, mas comigo só ficou uma. Daquelas coloridinhas. E tinha um "jeitinho" para abrir e trancar a porta. Nessa mesma quarta feira eu pensei, no caminho do trabalho para casa, que talvez fosse hora de fazer outra cópia, "mas não agora". E não é que, quando eu e a Ju íamos saindo de casa, fui trancar a porta e a chave ficou presa na fechadura? Já não tinha solução, mas para piorar eu ainda entortei a chave. E o relógio correndo, o Feirão de Móveis com sofás lindos e de ótima qualidade a mil réis terminando... só até as 22h... Chama o chaveiro. Não dá pra sair de casa com essa chave torta pendurada na fechadura pelo lado de fora. Além disso, estou presa para fora de casa. E lá vem o Sr. Chaveiro com sua maleta. Até furadeira usou para abrir minha porta. E trocou o miolo da fechadura. E lá se foram 45min do meu dia e 130 reais do meu bolso. Pelo menos agora tenho duas cópias da chave e não tem mais "jeitinho" e conheci o vizinho do 7º, mas ele é colorado. Corre pro carro que o Feirão vai terminar. Fome. Giro a chave e nada do carro ligar. Luzinha interna acesa...bateria! Pior é que no meu new way of life o carro chega a ficar 48h parado na garagem, e isso é muito para esquecer qualquer luzinha acesa. Putaquepariu. Eu e a Ju só nos olhamos e começamos a rir, porque não era possível. Tanta coisa errada em tão pouco tempo!






Não se deve contrariar O Universo. Se O Universo não quer que eu saia de casa, eu não saio. Vai que eu saísse e cairia um piano sobre minha cabeça, como nos desenhos animados. Eu não duvido.







sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

eu, dona de casa V

Morei durante muitos anos com meus pais: Pai, mãe, irmão, Alba, Platão e eu. Pai, mãe, irmão, Alba, eu. Pai, mãe, irmão, Barbosa, eu. Pai, mãe, Barbosa, eu. Pai, mãe, eu.

Morei alguns anos com amigas: Rebi, Vicky, prima Mãr, eu - Paris. Rebi, paulista louca, eu - Paris. Rebi, alemão louco, eu - Paris. Rê, Cris, Dercy, morcegos, eu - Buenos Aires. Rê, Cris, morcegos, eu - BsAs. Rê, Cris, eu - lo de Lila, BsAs. Cris, eu - barraca, Patagonia. Carina, Ceci, eu - Rivera, POA. Carina, eu - Rivera, POA. Ceci, eu - Rivera, POA.

Morei durante alguns meses com um namorado.

Finalmente, moro sozinha: Eu, Cidade Baixa, Porto Alegre. Eu, Cidade, Alegre. Eu Alegre!

:)


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Inusitado

Um encontro de ultima hora
O inusitado sobre a mesa
Sabores exoticos,
Pensamento neurótico em suspenso
Abraço flutuante






Saudade inesperada
Entre os lençois e o travesseiro
A cama parece que cresceu

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FÉRIAS

É acordar às 14h mal sabendo onde estou, demorar duas horas para se arrumar, e sair de casa pois das 17h sem zaber exatamente aonde ir porque, afinal, são férias, e nas férias não há muitos compromissos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Desmelancolia

Eu que tudo sei
Que tudo quero
Que tudo tenho
Tudo desejo
Nada perco
Mas nada ganho
Ah se eu terminasse de perder
Se deixasse me esquecer
Se suportasse nao saber
Me livrasse do medo
Ou tivesse coragem de temer
Eu ganharia tanto
Nao possuiria nada
Livre de ilusões eu
Cada um consigo e só
Lado a lado
Sigo, migo, tigo
Eu
Contigo
Sem saber
Sem te ter
Sem temer
Seríamos tanto
Se ignorássemos quando
Se ignorássemos se
Apenas fôssemos
Apenas
Nós
Eu

domingo, 6 de novembro de 2011

Miopia

Acostumado com a gaiola do passado, o coração tal qual passarinho de asas cortadas teme voar portinhola afora. Não teria medo de se jogar, caso avistasse outro passarinho e o convite para voar. Porém, o coração é míope, não enxerga o horizonte alem da gaiola. Só enxerga longe em seu passado, porque esse é terreno conhecido. Conhecido e filtrado pela generosa memória que apaga todo o mal, em defesa da nostalgia. A saudade engana mesmo tão bem que até parece amor... E o coração míope, descrente do futuro, pousa firme em sua gaiola, de costas para a liberdade da portinhola aberta e o vôo dos pássaros no infinito do céu.

sábado, 5 de novembro de 2011

Dançou até o sapato pedir pra parar, e foi embora

Botar a personagem pra dormir, deitar com os pezinhos pra cima,
Pendurar o figurino, e fechar os olhos para enxergar melhor

...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

SILENCIO


se essa angústia tivesse cura
bastaria
contra a solidão
qualquer companhia
contra a tristeza
qualquer sorriso
contra incerteza
qualquer resposta

domingo, 30 de outubro de 2011

Andava tão feliz

que não queria dormir


para seguir desfrutando
da própria alegria...


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