la vida no es una frutilla


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

a gula e a luxúria

Os pecados capitais dificilmente vêm sozinhos, ninguém comete só um. A lúxuria, quando não está acompanhada da avareza, sucede à gula. Freud explica. Tem a ver com as zonas erógenas que ele mapeia ao longo do desenvolvimento do sujeito: oral, anal, genital. Nesta ordem. A sedução começa pela gula. Ou pela oralidade. Não é exatamente com um peitinho de frango grelhado e uma saladinha que se conquista alguém. Não é o básico que seduz, mas o supérfluo: uma taça de vinho ou champanhe (tem que ter alcool), sushi, chocolate Lindt (não me venha com Lacta), uma massa caseira com um molhinho de tomate e manjericão... às vezes a sedução oral começa na abordagem, antes da comida: Tem fogo? Me dá um cigarro? Ou só um peguinha...? Quer um Halls? (= convite para beijo). A analidade, se pensarmos para além do sistema digestivo, tem a ver com controle, poder e dinheiro. Daí a avareza. Mas este post é sobre a luxúria e a gula. A sedução pela boca, pelo estômago. O pecado da vaidade veste os grandes chefs de cozinha, que exibem seus pratos encantados para seduzir os gulosos. Todo homem que gosta de cozinhar sabe que tem tanto poder em suas mãos quanto os que tocam violão (essa já tá até ficando meio batida). E toda mulher que se entrega à luxúria de um desses é porque já pecou pela gula. Da cozinha para a mesa, e da mesa para a coisinha, é vapt-vupt. Não é à toa que além de transar, trepar, foder, também se diz comer. E tem casal que não se aguenta (já que a trema se foi, mesmo) e faz tudo ao mesmo tempo, coisinha, cozinha, mesa, entrada, prato, preliminares, sobremesa, mas isso é tema pra mais um "Sex and the city na vida real"...

Mais sobre a luxúria em "A casa dos budas ditosos" - João Ubaldo Ribeiro
Mais sobre a gula em "O clube dos anjos" - Luis Fernando Verissimo

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

negativas

aquele beijo que você não me deu
aquele perdão que você não me pediu
aquela festa em que você não apareceu
aquele meu aniversário que você não lembrou
aquele anel de noivado que você não me ofereceu
aqueles erros que você não admitiu
aquela conversa que você não quis ter
aquelas palavras que você não me disse
aquele amor que você não correspondeu

cansei de viver um futuro que não aconteceu

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Hobby



-E tu não tem medo de cair?
-Não.
-E da altura, não tem medo? Não é muito alto?
-Não, não é tão alto.
-E tem alguma proteção?
-Tem, claro.
-E o que que é? Rede, colchão...?
-A proteção é o Batman. Mas tem colchão também.


(Ah, tá)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

reforma

e então aprendi que, às vezes, virar do avesso o mundo que me cerca pode resultar num ótimo organizador do mundo que me habita por dentro.
de quarto virado, cama nova e gavetas e prateleiras vazias, me despeço dos cupins que comeram madeiras, livros e fotos, das traças que comeram livros, fotos e roupas (sempre as mais novas e mais bonitas), e daquele quartinho cor-de-rosa de menina que ainda nem era moça. terei que me despedir do marmelo, nós ficamos grandes demais um para o outro. nesse processo, muito passado vai passar, e outro tanto vai voltar à superfície, nem que seja só pelo breve tempo de uma tomada de ar. fôlego! intoxicação dos móveis descupinizados, oxigenação do cérebro. vida!
e a alegria é potência inventada...

domingo, 18 de outubro de 2009

twitter

ótimo video que eu RT de alguem no twitter, sobre o twitter ;)

uma pista sobre o gozo feminino ou delicie-se com as palavras de clarice

“Expresso a mim e a ti os meus desejos mais ocultos e consigo com as palavras uma orgíaca beleza confusa. Estremeço de prazer por entre a novidade de usar palavras que formam imenso matagal! Luto por conquistar mais profundamente minha liberdade de sensações e pensamentos, sem nenhum sentido utilitário: sou sozinha, eu e minha liberdade. É tamanha liberdade que pode escandalizar um primitivo, mas sei que não te escandalizas com a plenitude que consigo e que é sem fronteiras perceptíveis. Esta minha capacidade de viver o que é redondo e amplo – cerco-me por plantas carnívoras e animais legendários, tudo banhado pela tosca e esquerda luz de um sexo mítico. Vou adiante de modo intuitivo e sem procurar uma idéia – sou orgânica. E não me indago sobre os meus motivos. Mergulho na quase dor de uma intensa alegria – e para me enfeitar nascem em meus cabelos folhas e ramagens”.


clarice lispector em "água viva"

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

desamor ou dessaudade

desde aquele dia - desde a última vez em que nos descomunicamos - nosso amor ficou guardado. liquidificado e depositado num tubo de ensaio. nosso amor tampado por uma rolha de borracha. tão delicado e impessoal quanto um experimento científico. tão valioso quanto a cura para a epidemia do século ou tão insignificante e esquecido quanto o remédio para uma doença da qual ninguém mais padece. desde então te encontro em meio às multidões que atravesso no centro da cidade. procuro teu olhar entre os tantos olhos atentos em meio à torcida adversária. reconheço teus traços em cada rosto que me sorri. e sempre espero que seja tu o próximo a me tirar pra dançar. mas ali já não estás. nosso amor já não está. há apenas resquício de algum desejo. ou o que se conhece por saudade.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Inspirações after Carpinejar

E depois de se vestir de poeta - lobo em pele de cordeiro -, me fazer tirar a roupa, desmanchar minha fantasia; depois que me comeu, nunca mais me escreveu. O canalha!

Mas canalhas sempre voltam, nem que seja só para ouvir ressoar dos lábios dela - olhar de fúria que não esconde a vontade - CANALHA! e ir embora desfrutando o sorriso que não quer se esconder.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

no coração do poeta

Certo dia entrei no meu quarto e senti o sombrio da solidão

Mas jamais ela pode invadir meu coração

Porque quando ela vem já disse te conheço de longe

Solidão Solidão vai embora daqui

Porque jamais tu vai poder penetrar no coração do poeta

Ele tem a poesia dentro do coração



autoria: de um paciente da Clínica de Atendimento Psicológico da UFRGS

o mar


e diante daquela imensidão do mar
toda sua calma e toda a sua fúria
fiquei tão pequena em mim
virei grão de areia
serena
nada mais era tão importante assim
nada além do sol
o mar
e meu chimarrão.




Guarda do Embaú. Setembro 2009.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

vida virtual

Agora também tenho twitter. Quer me seguir? "mariasupermeri".
Com isso, me insiro na sétima rede virtual. São elas:
  1. e-mail pessoal do gmail
  2. e-mail pofissional do gmail (sim, eu tenho dois endereços de e-mail)
  3. e-mail do hotmail pras pessoas que insistem em esquecer meu gmail
  4. orkut
  5. facebook
  6. msn ou windows live
  7. blog
  8. twitter

Isso sem falar nos usernames e senhas que tenho que lembrar para:

  1. ABCCC
  2. Gol
  3. Tam
  4. webjet
  5. youtube (ok, confesso q quase nao uso, mas ja precisei fazer nome e senha para postar)
  6. livraria cultura
  7. americanas.com
  8. varig smiles
  9. banco do brasil
  10. banrisul
  11. ufrgs

etcétera e etcétera. será que com isso já aumentamos o percentual de uso de nossa capacidade cerebral de 10% para 15%? ou, ao contrário, diminuímos...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O que eu invejo nos surfistas é a capacidade de trocar de roupa por baixo da toalha sem que ela caia da cintura. eu não consigo caminhar do banheiro de casa até meu quarto sem que a porra da toalha caia.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

las esperanzas.......

  • Las esperanzas son como aquellas personas que no se alejan del rincón donde empezó su existencia, aunque lo hagan, porque nada les llega en profundidad.*

  • Las esperanzas, sedentarias, se dejan viajar por las cosas y los hombres, y son como las estatuas que hay que ir a ver porque ellas no se molestan.*



Por un año en Argentina estube al lado de Lili en la coordinación del taller literario en el hospital de día. También Renata lo hizo. Por elección de los pacientes leímos mucho Cortázar, y era yo quien llevaba el tomo I de los cuentos completos, ediciones de bolsillo. Cuando llegó la hora de volver a Brasil, dejar el taller literario y todo lo demás, Lili nos regaló partes de la Antología de Julio, Ediciones Colihue, con comentarios. A mi me tocó el tomo I, Los venenos y otros textos. Es lo que comparto un poquito con uds. acá.


*de Historias de Cronopios y de Famas



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Deus ajuda quem cedo madruga

Há meses meu prédio está em obras. é andaime de tudo quanto é lado, é favor tirar os carros da garagem das 8h às 18h, é
PAM
PAM
PAM
RRRÉÉÉC
RRRÉEEEC
RRÉÉÉÉÉCCC
na cabeça.
Nunca sei que dias o andaime vai passar pela minha janela, então tenho dormido com ela sempre bem fechada. Mas não adianta. Quando os caras estão trabalhando bem na janela, eu escuto. E há dois dias que os malditos começam o trabalho pela minha janela. Se fosse só o
PAMPAMPAM
ou o
RRRÉÉÉCC RRRÉÉÉCC RRRÉÉÉCC
tudo bem,
mas o problema são as vozes. As vozes e o que elas dizem. Primeiro foi uma música sertaneja, em que o 1ªvoz disse pro 2ªvoz que pra cantar aquela tinha que saber cantar bem, coisa que obviamente nenhum dos dois fazia. Foi então que chegou a PALAVRA DE DEUS. Porque o seu operário da 1ªvoz escutou o chamado de Deus, e aí ele entendeu porquê tantas tragédias na sua vida, e hoje ele é feliz "Graças a Deus". Até aí tudo bem. Mas vocês sabem né, quando uma pessoa encontra o caminho, ela tem que levar todo mundo junto pelo mesmo caminho. Então o seu operário cantor vem a ser, também, pregador da palavra de Deus. Na minha janela. Porque de certo eu também preciso escutar esse chamado, afinal, o sol já raiou e eu ainda estou na cama, certo? E no meio do RRRÈÈÈCCC RRRRÉÉÉCC e da pregação, eu entre meus lençóis, travesseiro na cara pra tentar escutar menos, celular na mão pra ter certeza de que o despertador ainda não tocou, pensei: "Deus ajuda quem cedo madruga". E me certifiquei de que madrugar não é entrar madrugada adentro acordada, e sim acordar de madrugada. Então concluí que para não me castigar por dormir até um pouco mais tarde do que madrugada, Deus vinha à minha janela oferecer-me sua Palavra, e eu não podia fazer como o pai do operário cantor, que não soube escutar a Palavra e perdeu todo seu dinheiro em bebida. Eu tinha que levantar dali e começar o meu dia, sem a parte em que eu amordaçaria o cantor com um pano de prato sujo pra ele calar a boca e terminar a porra da reforma no edifício mais rápido. (Coitados dos caras, todo mundo odeia eles, mas não ódio a eles diretamente, é à obra.)
Hoje eu sou uma pessoa melhor, porque eu aprendi na marra que Deus realmente só ajuda quem cedo madruga. Mas no fim de semana, Deus que me perdoe, eu vou dormir até o cu fazer bico.

domingo, 20 de setembro de 2009

Semana Farroupilha II

O caalo castrado

Gaúcho de cidade gosta de cuiudo, costuma de quem tem um cavalo só e cuida bem dele. quem tem cuiudo tem que ter disposição, tem que se dedicar exclusivamente a ele. cuiudo precisa comer mais, porque gasta mais energia. cuiudo precisa ficar atado, vigiado, não pode ser solto em qualquer potrero, quando sente cheiro de égua no cio lá se vão a doma e a mansidão.

Amigo do gaúcho do campo é o pingo véio castrado, ou uma boa égua. mas pro serviço mesmo tem que ser castrado, pro serviço de todo dia, um caalo que fique solto no potrero e venha pra mangueira quando precisar, que faça forma ao comando de assobio, baixe a cabeça pra botar o freio e não saia relinchando atrás de égua nenhuma. mesmo a égua de montaria, essa fica reinando durante o cio, ou precisa ficar parada quando prenha.

Dia desses um amigo meu tava criticando essa coisa de mulher adorar ter amigo gay. o amigo gay é aquele homem que não causa à mulher nenhuma insegurança, é o cara que não vai tentar agarrar ela criando uma situação constrangedora ou colocando em risco a amizade. é o cara que elogia, deixa a amiga se sentindo linda, mas também quando ela estiver ridícula ele vai dizer. o amigo gay sim, é confiável. é como o cavalo castrado.

Porque mesmo a tua melhor amiga pode vir a se apaixonar loucamente pelo mesmo cara que tu, e a amizade estremecer. e teu melhor amigo pode arranjar uma namorada muito ciumenta e te abandonar porque a nova namoradinha não deixa mais vocês andarem juntos. quem nunca passou por uma situação desse tipo? é por isso que o gaudério verdadeiro, o gaúcho do campo, tem por melhor amigo o caalo castrado, que é 100% confiável.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Semana Farroupilha I




Com bagual não tem essa de doma racional
Tem que ser ao modo antigo
Quebrá queixo e delhe mango
Chave de espora
Depois ata bem no pindurico
Rédea curta que é pra não veiaquiá

Com bagual é assim que tem que lidá
Mas em geral eles tiram o buçal
Pulam a cerca
E saem corcoveando sozinho campo afora
Só que se estrepam nos arame
E voltam pra baia cabisbaixo
Se fosse cusco diria com a cola entre as perna
Mas aí a baia já tá ocupada

Com bagual não adianta
Bagual é muito burro pra doma racional


*imagem: Molina Campos "Beyaqueando la muerte"

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

finalmente
já era hora
demorô
antes tarde do que nunca
aprendi a postar videos do youtube
e nao só o link
vale a pena conferir
volta lá naquele post
http://vida-intensa.blogspot.com/2009/08/e-nisso-que-me-refiro-httpmouvance.html
mas ah que valeu apena aprender

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

tão simples.

Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Desejo é uma boca com sede.



Adriana Falcão - Mania de Explicação

Sex and the city na Vida Real X - dizer eu te amo

- Alô?
- Oi, benzinho, recebi teu cartão. Queria dizer que eu também-
- Era tudo mentira.
- Mentira?
- Não, era verdade, mas quero desdizer.
- Não dá pra desdizer, tá escrito.
- Mas escrevi anteontem, antes de-

- De quê?
- Antes de mudar de ideia.
- Como assim mudar de ideia? Dizer eu te amo não é uma questão de ideia. Ou ama ou não ama.
- Ou pensa que ama e depois descobre que não ama.
-... Tá, mas eu te amo mesmo assim.
-

arcobaleno (do arquivo)

no ar o corpo entorpecido
balanceia
encontra o equilíbrio
se entrega
quasevertigem
renova-se
no doce ritmo
do próprio balancear
vê-se ali contra a luz
o corpo-akrobata passa

enuncia akrobacias
no ar no arco
trapézio piso
o corpo não cai
se joga

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

aquele velho poema



RELINCHA CUIUDO VELHO
DO OUTRO LADO DA CERCA
É O CHEIRO DA ÉGUA TORDILHA
QUE VEM SUBINDO A COXILHA



POTRO AO PÉ
A POTRANCA SAFADA
SE APROCHEGA NA CERCA
DUMA SÓ GALOPADA



RELINCHA CUIUDO VELHO
PRA TORDILHA FACEIRA
MORDISCA O PESCOÇO DELA
QUE ELA TE ABRE A PORTEIRA

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

o ódio é a outra face do amor.mas ainda é amor.onde há ódio é que ainda há esperança.o verdadeiro oposto do amor é a indiferença.
.
ódio não é o mesmo que rancor.rancor é uma mágoa que ficou guardada muito tempo como um pacote de pão esquecido no fundo do armário criando mofo.
.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

repetição (para in cômoda)

Repetir
não é quando tu faz a mesma coisa extamente igual
mas quando tu faz a mesma coisa, só que diferente
não extamente a mesma coisa, mas no fundo é a mesma
só que de novo
de novo sempre implica algo novo
mas tem gente que não percebe
a gente tende a querer que de novo seja de velho
e a gente fica tentando
repetindo
repetindo
repetindo
repetindorepetindorepetindorepetindorepetindorepetindorepe

sábado, 29 de agosto de 2009

ME VOY
Julieta Venegas

http://www.youtube.com/watch?v=EUqvTukH3Rk&eurl=http%3A%2F%2Fletras%2Eterra%2Ecom%2Ebr%2Fvenegas%2Djulieta%2F546044%2F&feature=player_embedded#t=196

Porque no supiste entender a mi corazón
lo que había en él porque no tuviste el valor de ver quien soy
porque no escuchas lo que está tan cerca de ti
sólo el ruido de afuera y yoque estoy a un lado desaparezco para ti

No voy a llorar y decir que no merezco esto
porque es probable que lo merezco pero no lo quiero
por eso me voy
que lástima pero adiós me despido de ti y me voy
que lástima pero adiós me despido de ti

Porque sé que me espera algo mejor
alguien que sepa darme amor
de ese que endulza la sal y hace que salga el sol
yo que pensé nunca me iría de ti
que es amor del bueno de toda la vida
pero hoy entendí que no hay suficiente para los dos

No voy a llorar y decir que no merezco esto
porque es probable que lo merezco pero no lo quiero
por eso me voy que lastima pero adios
me despido de ti me voy
que lastima pero adios me despido de ti

Me voy que lástima pero adiós
me despido de ti y me voy
que lastima pero adios me despido de ti y me voy
que lastima pero adios me despido de ti y me voy
que lastima pero adios me despido de ti y me voy

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Viva o arroz!!!

Mais de 12h enterrado no arroz (depois do procedimento secador de cabelo, obviamente) e nada do celular funcionar. 18h lá, e nada. A GPS (carinhoso apelido dado à minha mãe, que está sempre monitorando onde está a prole) insistiu que eu não podia ficar sem celular e, na falta de um velho que pudesse substituir o Pagodeiro, fomos comprar-me um novo. Um rosinha, de Barbie, quase o mais bagaceiro da loja dentre as opções da promoção (a essas alturas eu não ia pagar caro por nenhum telefone né!). Acordei esta manhã e fui jogar fora o arroz. Resolvi testar o MotoRocker, já sem esperanças. E não é que ele funcionou?!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

trapecio =]



ainda vou aprender a editar vídeos..... mas este ja está bem mehor do que o anterior de trapézio né?! pelo menos não dá torcicolo para assistir...

"It's evolution, baby"

:
E quanto mais o Homem evolui, quanto mais avançada a Teconologia, maior a força e o poder da Naureza sobre nós.
...
Continuamos morrendo de Vírus.Nossos computadores tabém.
...
Continuamos morrendo de terremoto/maremoto/tsunami.
...
Continuamos morrendo afogados.Nossos Celulares também.
.
.
.
Outubro 2008: Meu superlindo Motorola Z3 bordô floreadinho cai no vaso sanitário.Morte instantânea.
.
Junho 2009: Meu simplicissíssimo celular Nokia basicão (né?!) é roubado.Com os chips dentro, e uma linha perdida.Irrecuperável.
.
Agosto 2009: Meu celular de boleiro/pagodeiro Motorola Rocker triiilgas morre afogado na minha bolsa porque a bosta da garrafinha d'água roxinha combinante com o uniforme lilás do SagradoSocietydeSegunda vazou.Morte apesar da técnica do arroz.
...
Pra quê mesmo que preciso de um celular? PORRA
!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sex and the city na vida real IX - uns chopes com o ex

Depois de mais de ano da separação, várias discssões, algumas tentativas de reconciliação por parte dele, alguns movimentos por parte dela, ficaram um tempão sem se falar e resolvem se encontrar para tomar uns chopes e conversar. Conversar na boa, sobre a vida, aquela ideia dos ex de que o vínculo não tem que ser totalmente rompido, afinal foi tao especial enquanto durou. Ela se arruma, apesar da serenidade de quem não quer mais nada com ele, faz questão de mostrar ao babaca o que ele perdeu. Ela está ótima, linda maravilhosa. Chega mais cedo e seu copo já está pela metade quando ele chega. Não o vê de longe, apenas percebe a aproximação de um vulto agitado que tenta tirar o casaco e acender um cigarro ao mesmo tempo, e ainda derruba o copo dela no inclinar do corpo descontrolado para cumprimentá-la. Sentam frente a frente, encarando-se. Chope e aipim frito. Entre um cigarro e outro ele conta da vida, do novo tabalho, a nova casa (finalmente saiu da casa dos pais, agora que já não namoram mais, ela pensa), as fofocas da turma. Ela também conta dos altos e baixos do trabalho que apaixona tanto quanto frustra, os planos para o futuro, a viagem marcada para dali a uns meses, a casa nova (ela também saiu da casa dos pais - bem mais tarde do que ele, mas saiu)... falaram sobre as dificuldades em se acertar com uma faxineira, os gastos com o supermercado que subiram no último mês, as bizarras reuniões de condomínio que ambos desconheciam porque sempre moraram em casa. Até que a situação vai se tornando patética, e ela cospe
Ah, e eu tô namorando.
Ah é? Tu tá namorando? Que bom, que legaal! E quem é ele?
É o fulano.
Hum. E.. como vocês se conheceram?
E blablabla, ele sutilmente arranca mil informações sobre o cara, para então cornetear uma por uma. Ela entra no jogo e começam a discutir. Até que se dão conta. Ele pergunta, por último, se ela está bem então, com esse cara, ao que ela responde que sim, está muito feliz. E ele
Eu também tô muito bem! Bah, tô ótimo! Nunca estive tão bem na minha vida! Tô pegando todas! Bah, tô aproveitando, saindo com seis mulher ao mesmo tempo! Mas elas não sabem né, óbvio. Rárrárrá! É uma maravilha! Não me comprometo, aproveito, me divirto, chega o fim de semana e posso escolher qual delas quero comer, hehehehehe. É só ligar, elas tão na minha mão. Bah, tô triiibem! Não podia estar melhor.
Ela ri por dentro, meio constrangida, com vergonha por ele. Nunca mais se falaram.
Certos ex é melhor guardar no coração com aquele carinho e as lembranças boas que ainda restam, e não dar chance ao desencanto em situações embaraçosamente patéticas.

sábado, 22 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

los domingos que perdí

Por muito tempo em Buenos Aires me prometi ir à La Catedral (Almagro) num domingo, quando tocam folklore. A Pri até ia comigo, mas sempre acabávamos postergando para a semana seguinte por algum motivo. No início da noite, aos domingos, tem aula de folklore (dança). O lugar, além da decoração fantástica, também oferece um cardápio vegetariano delicioso. E música ao vivo, sempre. Em clima de acústico.



Nunca fui à La Catedral num domingo. Fiquei com mais vontade ainda quando descobri que depois das aulas de folklore, lá pela 1h, é divertido assim:



http://www.youtube.com/watch?v=4QeCIYZOJkg&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=2OTDPt_038s&feature=player_embedded



Na próxima vez for a BsAs, vou ter que marcar o voo de volta para Segunda-feira...

;)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

.
.
tus palabras me entran en los oídos como musica suave...
.
y me salen por los ojos como poesía derretida
.
en lágrimas sabor limoncello
.
.

devir alicendo

o sussurro se sussurra sozinho. não tem nem como gritar "Sussurro!", não sai forte o som.

e cócegas? a palavra é a própria risada. Cosquinha é aquela na nuca que tu te encolhe toda pra dizer.

o tempo arrastado de pronunciar S o s s e g a é o tempo de amolecer o corpo e sossegar

a pulga, ao contrário, só podia ser uma coisa que pula e pica e coça e incomoda. uma pulga!

""

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

traços de traças

e na limpeza do quarto ao qual já não pertenço embora ainda ali durma encontro páginas e páginas de xerox de freud perfuradas em um longo e espichado S....cupins ou traças? definitivamente traças. somente uma traça gorda e satisfeita teria percorrido os traços da metapsicologia freudiana. cupins não seriam tão cultos. cupins não têm curiosidade científica. estão comendo o armário de baixo onde estão meus livros de literatura infantil. as traças do armário de roupas por sua vez têm bom gosto: furam minhas peças preferidas e deixam intactas aquelas velhas que só estão esperando um furo irrecuperável para eu admitir que não uso mais e doar pra campanha do agasalho.

fazer uma faxina completa no próprio quarto é percorrer os obscuros túneis esquecidos da memória. tirar as teias de aranha que atrapalham a passagem de lembranças comoventes e deixar emergir com todas as cores as cenas e as caras do passado. do material da faculdade o melhor são os diálogos escritos em aula durante a explicação de algum professor monótono no verso dos textos que não li. às vezes me divertia com a camila corneteando a aula o penteado da profe ou o modelito anos 80 da zaguerona. às vezes esgotávamos os assuntos da vida nesses bilhetes e quando chegava o intervalo não tinha mais o que contar. bah minha consciencia ecológica pesa quando vejo a quantidade de papel que acumulei ao longo daqueles 5 anos e meio alguns sem necessidade alguma. muitas vezes peguei um xerox sabendo que eu nunca ia ler aquilo mas pelo menos tinha o texto ali pra não chegar de mãos abanando na aula. o que pesa mesmo é o saco de lixo seco. e eu já tava com dor nas costas antes de começar.

na próxima encarnação quero ser traça e devorar todos esses textos que não li na faculdade nem vou ler mais.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

homenagem ao REI

Café da Manhã
(1978)
Canta :Roberto Carlos
Autoria: Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Amanhã de manhã
Vou pedir um café pra nós dois
Te fazer um carinho e depois
Te envolver em meus braços
E em meus abraços
Na desordem do quarto esperar
Lentamente você despertar
E te amar na manhã

Amanhã de manhã
Nossa chama outra vez tão acesa
E o café esfriando na mesa
Esquecemos de tudo

Sem me importar
Como o tempo correndo lá fora
Amanhã nosso amor não tem hora
Vou ficar por aqui

Pensando bem,
Amanhã eu nem vou trabalhar
Além do mais, temos tantas razões pra ficar

Amanhã de manhã
Eu não quero nenhum compromisso
Tanto tempo esperamos por isso
Desfrutemos de tudo

Quando mais tarde
Nos lembrarmos de abrir a cortina
Já é noite e o dia termina
Vou pedir o jantar

Quando mais tarde
Nos lembrarmos de abrir a cortina
Já é noite e o dia termina
Vou pedir o jantar
...Vou pedir o jantar

"Nos lençóis macios, amantes se dão,
Travesseiros soltos, roupas pelo chão,
Braços que se abraçam, bocas que murmuram,
Palavras de amor, enquanto se procuram"

terça-feira, 11 de agosto de 2009

arrumação

do fundo do armário
emergem as personagens da infância
vestido de boneca
petit-pois cor-de-rosa
o que o esquecimento não quis lembrar
o que a memória não lembrou de esquecer
um baú cheio de teias de aranha
aquele monte de passado empoeirado
lágrimas mofadas
reedição de alegrias
aquela menina que reaparece ali
também era Maria

sábado, 8 de agosto de 2009

cinza do céu...céu de cinzas

Se o vento maneia o tempo, que dizer da chuva no inverno? Antes precipitasse como neve... maldita umidade que penetra o corpo através de suas frestras.

O frio não belisca. Dá vontade de beliscar.alguma pele quente.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Beija-flor

:
"Transbordamento de amor e alegria - num quase desespero - que liquidifica em lágrimas - e finalmente faz todo o sentido o verso do Cazuza, claro, 'segredos de liquidificador' porque liquidificam em lágrimas..."
;
É "nisso" que me refiro!



ou http://mouvance.com/TangoTrapeze2005/flash/index.htm

SÓ isso....

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

[ ] o o e o u

é tudo novo, só que de novo
ao mesmo tempo de tão velho já é moda
retrô
e de tanto tempo que passou
parece até que se congelou
voltou
recomeçou
ou continou
em algum lugar entre o o e o u
assciação livre com aquela música eres tú...
o que aconteceu primeiro,
alguém dançou ou alguém fez música?
que sabor têm minhas lágrimas?
são salgadas? doces? amargas? suaves?
apimentadas, as ousadas
mas então o tempo (não) passou
nada ou ou muito pouco mudou
dois passos para frente e um para trás
viver no exterior é bom, mas é uma merrda
alguém disse certa vez
e viver no brasil é uma merrda mas é bom
completou
quase o mesmo para porto alegre
sem o segundo erre na merda
pensando bem
eu nunca achei uma merda a cidade
talvez algumas circunstancias
...
é
voltei
.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

SagradoSocietydeSegunda


faltam duas horas e 18 minutos para o Sagrado.... a segunda-feira mais esperada dos ultimos 375 dias!

recuerdos

no te olvidaré...

...por las próximas 48 horas, mientras el dolor muscular cubra mi cuerpo;
...mientras arda en el cielo de mi boca aquella quemadura;
...hasta que no se terminen los chocolates de la caja;
...mientras siga en este estado de paz;
...hasta que los acasos de la vida nos lleven a otro encuentro;
...cuando pueda escuchar en la lluvia una canción;
...mientras pueda imaginar;
...porque sos el inolvidable.

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Tempo e o Vento

Ontem foi um dia de chuva incomum em Buenos Aires. É raro chover o dia todo, especialmente nos dias úteis. Passada a chuvarada começou a ventar. Ventou a noite toda, eu escutava pela janela do quarto. E apesar da calefação ligada, sentia o friozinho passar pelas frestas, o gelado desafiando o calor seco da estufa. O dia amanheceu ensolarado e barulhento, o vento querendo derrubar portas e janelas. Aos poucos o céu foi ficando cinza, e a TV segue mostrando imagens de províncias e cidades argentinas onde neva. Diz que a aguanieve chegou a Ezeiza, muito perto da Capital, então ficamos à espera da imagem de uma Buenos Aires coberta de branco. Não creio.

Enquanto isso, o vento me fez lembrar da Ana Terra. Ana Terra tinha uma relação especial com o vento, o vento norte. Minha mãe também fica irritada com o vento. Parece que minha avó Maria também não gostava, as portas batendo, as coisas voando e se quebrando. Não sei se o vento que bate à minha janela vem do norte, mas é forte, do tipo que bate porta. Me dei o tempo de uma térmica de mate para escrever. Fui buscar as passagens de O Continente em que o gênio Erico Verissimo descreve a relação de Ana Terra com o vento. Encontrei passagens preciosas, e não resisti a reler o encontro de Ana Terra com o índio Pedro Missioneiro, fantasia que por muito tempo me acompanhou na adolescência e que para resguardar seu encanto eu nunca assisti ao seriado da Globo.

Para relembrar ou morrer de vontade de ler:

"E de novo o povoado ficou quase deserto de homens. E outra vez as mulheres se puseram a esperar. E em certas noites, sentada junto do fogo ou à mesa, após o jantar, Ana Terra lembrava-se de coisas de sua vida passada. E quando um novo inverno chegou e o minuano começou a soprar, ela o recebeu como a um velho amigo resmungão que gemendo cruzava por seu rancho sem parar e seguia campo afora. Ana Terra estava de tal maneira habituada ao vento que até parecia entender o que ele dizia, nas noites de ventania ela pensava principalmente em sepulturas e naqueles que tinham ido para o outro mundo. Era como se eles chegassem um por um e ficassem ao redor dela, contando casos e perguntando pelos vivos. Era por isso que muito mais tarde, sendo já mulher feita, Bibiana ouvia a avó dizer quando ventava: "Noite de vento, noite dos mortos..."

"Sozinha no seu quarto, sentada na sua cadeira de balanço, e enrolada no seu xale, a velha Bibiana espera... O quarto está escuro, mas para ela nestes últimos anos sempre, sempre é noite, pois a catarata já lhe tomou conta de ambos os olhos. (...)Viu guerras e revoluções sem conta, e sempre ficou esperando. Primeiro, quando menina, esperou o pai; depois, o marido. Criou o filho e um dia o filho também foi para a guerra. Viu o neto crescer, e agora Licurgo está também na guerra. Houve um tempo em que ela nem mais tirava o luto do corpo. (...) Como o tempo custa a passar quando a gente espera! Principalmente quando venta. Parece que o vento maneia o tempo."

"Sempre que me acontece alguma coisa importante, está ventando"-costumava dizer Ana Terra."

"
- Meu nombre é pedro
- Pedro de quê?
- Me jaman Missioneiro
Maneco lançou-lhe um olhar deconfiado.
- Castelhano?
- No.
- Continentino?, -no.
- Donde é, então?
- De parte ninguna.
Maneco Terra não gostou da resposta. Foi com voz irritada que insistiu: - Mas onde foi que nasceu?
- Na mission de San Miguel.
- Qual é seu ofício?
- Ofício?
- Que é que faz? Em que trabalha?
- Peleio."

"Aquele verão foi seco e cruel. Quando o áspero vento norte soprava Ana Terra ficava de tal maneira irritada, tão brusca de modos e palavras, que dona Henriqueta murmurava: "O que essa menina precisa mesmo é casar duma vez..."

momentos - a pedidos

Já que a poeta abandonou o blog, e isso aqui tá virado num compilado de imagens que falam por si, e já que "Anônimo" solicitou fotos... aproveito para lembrar o casal que quem tem a maior parte das fotos são eles, e que estou esperando o email com o arquivinho zipado. Seguem aí dois momentos derradeiros>


Comendo "orgasmos" (HAVANNETES) no Café Havanna
(aproveitando pra fugir do chuvisco gelado lá fora)


PROST! Os chopps saideros na Plaza Serrano
- con maní y papas fritas -

sábado, 18 de julho de 2009

Rebeca e Fernando em Buenos Aires desde segunda-feira.
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RESSACA!!!.
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