la vida no es una frutilla


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Os ignorantes é que são felizes

Menina culta aprendeu a ler cedo, teve acesso a todos os filmes e peças de teatro que quis,

Passou a infância relendo conhecidos contos de fadas.

E quando moça,

Pôs-se a beber e comer tudo o que dizia ‘coma-me’ ou beba-me’, na esperança de ficar gigante ou pequenina como Alice, mas só fez engordar.

Entrou em tudo quanto era buraco à procura do coelho branco, mas de branco só tinha pó, e pó não levava ao país das maravilhas.

E obviamente, passou a beijar tudo quanto era sapo que aparecia pela frente, mas nenhum se transformou em príncipe.

Para falar a verdade ela conheceu alguns príncipes... que acabaram se transformando em sapo.

Menina culta, dos sutiãs queimados e da luta por igualdade, paga analista para aprender a ser mulher.

Feliz é a nova geração, cujo príncipe é Shrek. Assim quando chegarem aos 30 não esperarão muito mais do que um ogro.


_

terça-feira, 31 de maio de 2011




sou

ciumenta,


possessiva


e



territorialista


/

Ham(ster)let



_

e então o rato estufou o peito e perguntou-se: afinal, sou um Homem ou um rato? olhou de novo no espelho e viu-se rato. como todos os outros ratos que andam por aí. murchou, e sumiu por sob alguma fresta. como todos os outros ratos que somem por aí.


--^

segunda-feira, 30 de maio de 2011

e quando a saudade aperta,

abro aquela página e finjo que está escrita para mim

.......

ora, tudo o que leio foi escrito para mim!



-

aceite

se queixam do meu silencio
me deixem
é o ócio criativo
da minha fala

perguntam se estou bem
me olhem
é uma felicidade
que ainda não se sorriu

dizem, pensam,
reclamam, acham
e eu ainda acredito
que é comigo



'

quarta-feira, 25 de maio de 2011

who's chasing whom?

Tem uma cena do filme "Fim dos tempos" (The Happening, 2008), de M. Night Shyamalan, que fala sobre a teoria da moita. Não sei porquê, lembro quase nada do filme, mas um diálogo me marcou muito: o casal protagonista vai parar na casa de uma velha, e no meio da conversa a velha pergunta "Who's chasing whom?". Eles obviamente não entendem, "como assim quem está perseguindo quem?". A velha então explica, brilhantemente, a teoria da moita: entre o casal, os dois se revezam no papel de caça e caçador. Sempre tem um que está mais "correndo atrás" (mais inseguro, mais afim, mais na moita) e um que está mais "cool" (fora da moita, focado em outras coisas, indisponível), depende do momento.
Procurei muito, mas não consegui encontrar de jeito nenhum essa cena na internet. O máximo que consegui foi uma review do filme que fala sobre essa cena, a qual compartilho - parcialmente - abaixo:


"(...)Together, Wahlberg and Deschanel bring a quiet dignity to their characters. Their relationship is faltering and makes their way from place to place, seeking sanctuary. There’s something bizarrely childlike about both characters. Alma is charmingly mischievous and slightly flighty while Elliot brings a forced mild craze to himself, who, despite being a science teacher, is a long way from an embodiment of the rational. Conversation and interaction reveals that they have recently had major argument. Phone calls, and later a confession, brings to light Joey who Alma went out with recently and has been talking to since. Along their journey, at one stop, Mrs. Jones (Betty Buckley) asks them, “Who’s chasing whom?” This implies that Elliot’s and Alma’s relationship is one of imbalance rather than common center, of distance rather than union. When they are first introduced, there is a sense that she has just not been able to give up the idea of her single life. However, after Elliot, Alma, and Jess part ways with Julian and continue on together, Alma begins to step into a motherly role in which she actually puts Jess before herself because Julian tells her when he leaves Jess in her care, “Don’t take my daughter’s hand unless you mean it.” After Alma takes Jess’ hand, and she continues to hold it, the message is clear that when one enters into any relationship, and really mean it, one must not only recognize the value of life, but also the value of others. (...)"
(http://blog.nationmultimedia.com/print.php?id=4707)



(não deixe de clicar no link de Caça e Caçador, Fabio Jr. IM-PA-GÁ-VEL!)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

estaría gravemente enfermo...

Para a sobrinha de Don Quijote, o pior que poderia acontecer a seu tio, depois do delírio cavaleiresco, seria



"...y lo que sería peor, hacerse poeta, que según dicen es enfermedad incurable y pegadiza."



E decidiram queimar também todos os livros de poesia da biblioteca de Don Quijote.

.

domingo, 8 de maio de 2011

faxineira fascinante

"Maria, te liguei mas vc ñ atendeu e ñ deu retorno
tentei mas ñ consegui, faltou condição psicológica meter a mão em seu armário sem vc.
Vamos marcar um sábado, um dia a noite, sei lá.
sexta nos falamos
bjs
Bete."

Uma homenagem à mais caprichosa dona da casa dos outros.
(e ainda fala comigo por MSN pra marcar de arrumar meu armário... isso antes da mudança)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

o gozo



A gente se apega tanto a certas dores que quando sara fica um vazio estranho...



domingo, 1 de maio de 2011

"pequenininha" ou "estranho familiar"

parece que tem um bicho caminhando por dentro do meu corpo. sinto o sangue correr pelas veias numa velocidade e temperatura desconfortáveis, de um jeito que causa estranhamento. não é uma sensação boa nem ruim, é uma sensação de reconhecimento da própria vida, de tudo o que se passa lá dentro. lá dentro quer dizer no coração, no corpo, na pele, na cabeça, no inconsciente, na consciência, no registro dos 5 ou dos 6 sentidos. sinto a variação da frequencia cardíaca. sinto sono e agitação ao mesmo tempo, cansaço físico com energia transbordando. me sinto tão viva e ao mesmo tempo tão pequenina. o que me conforta é o mesmo que me amedronta. parece que tem vários bichos caminhando por dentro do meu corpo, pra dizer a verdade. como se todas as células tivessem resolvido acordar ao mesmo tempo, como se elas estivessem se movimentando com mais intensidade, produzindo o seu máximo. ou o contrário, como se elas estivessem adormecendo, diminuindo, e por isso sinto um frio que vem de dentro pra fora. não estou com as mãos ou os pés gelados, mas sinto um frio por dentro...tenho arrepios profundos, como uma mudança de temperatura da alma. mas qualquer mudança na alma que seja sentida no corpo é sentida com a adrenalina de ter tanto mais vida para viver. inquietude que é potência.



DON'T LOOK BACK - Peter Tosh & MickJagger

(You've Gotta Walk)Don't Look Back
If it's love that you're running from
There is no hiding place
Just your problems, no one else's problems
You just have to face

If you just put your hand in mine
We're gonna leave all our troubles behind
Gonna walk and don't look back(2x)
(CHORUS)

Now if your first lover let you down
There's something that can be done
Don't kill your faith in love
Remembering what's become
CHORUS

Places behind you
There to remind you

Now if your first lover let you down
There's something that can be done
Gonna heal your faith in love
Remembering what's been done

CHORUS

(Talking):
How far you been walkin' now
About 100 miles
You still got some more to walk
I know, I got a little more to go
I'm gettin' kind of tired but I got to keep on walkin'
I'm walkin' barefoot
You've got to walk and don't look back

quarta-feira, 27 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011



Saudade
é quando
o momento tenta fugir da lembrança
pra acontecer de novo
e
não
consegue.



Adriana Falcão - Mania de Explicação

fato alho

Dedico este post ao meu Inconsciente, que tem me presentado com brilhantes e eficientes atos falhos.

Acredite(-se)!

Após 5 meses no meu novo trabalho:
sobrevivi à pior das turbulencias na equipe,
passei pela aprovação institucional aos 3 meses de experiencia,
consegui manter a pontualidade por pouco tempo,
cansei de bater ponto,
não me importo mais de bater ponto nem de chegar mais cedo nem de me atrasar,
passei da fase megaempolgada em que necessitava falar disso o tempo todo,
tive pesadelos,
aprendi muito e busco a cada dia ter humildade para aprender mais,
transmiti alguma coisinha,
plantei muitas sementes de esperança e confiança,
estabeleci vínculos,
me frustrei,
mas hoje vejo os jovens colherem os frutos das sementes que cultivaram,
e a cada conquista deles,
me emociono,
às vezes chego a me arrepiar...

Que bom lembrar, nesses momentos, que não há salário que se compare à satisfação de ler, no olhar sorridente de quem não se acreditava capaz, o orgulho de ter chegado aonde chegou, e o Desejo de ser ainda mais.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Reunião Dançante para trintonas

nesta terça, 12 de abril de 2011, no pepsi on stage. ainda não decididiu se vai? LISTEN TO YOUR HEART

quarta-feira, 30 de março de 2011

Desamores contemporaneos

Toda semana, ao menos uma das minhas amigas (às vezes eu) está lamentando o sumiço de um homem (ou seria um rato?) que parecia superlegal, que ela estava adorando conhecer, ou com o qual rolou uma química (mesmo eles não tendo nada a ver) incrível. Toda semana, uma de nós sofre com o desaparecimento daquele FF, futuro-marido-em-potencial, "gatinho", tudo-de-bom, ou quebra-galho. Nenhum deles tem obrigação ou compromisso de seguir saindo com ela, nenhum deles precisaria se apaixonar, mas todos eles mostram-se superinteressados no início, prometem flores e amores, às vezes até a apresentam para a familia e amigos. Pra quê? Pra quê, se dali a poucos dias ele vai receber a última mensagem dela, não vai responder, e vai desaparecer sem dar explicação? Com que direito esses "homens" deixam mulheres lindas, maravilhosas e bacanérrimas esperando? Por que abandonar o barco antes mesmo de se afastar da costa? Não é bem melhor trocar fluidos com um corpo conhecido, com um certo grau de intimidade, do que um corpo estranho? E nós, mulheres modernas, nos perdemos entre a postura feminista "vou procurá-lo, afinal, hoje em dia não tem mais regra, mulher pode convidar pra sair e até pagar a conta se quiser", e a postura lady: "os tempos são outros, mas as regras são as mesmas. quem deve procurar é o homem, e se ele não ligar, paciência". Não nos damos o direito de reclamar de nada, afinal, não temos compromisso nenhum, e tememos encarnar a mulher chata e possessiva de que eles tanto reclamam, motivo pelo qual supomos que os homens não querem compromisso. Então nós, mulheres, cedemos nisso também: já nem queremos compromisso, apenas um corpo íntimo para dormir de conchinha no inverno e não ter que ficar arriscando encontrar uma anomalia por aí. O que mais me irrita é o bolo clássico (tipo combinar de sair amanhã ou hoje à noite e na hora H esquecer que tem telefone) seguido da caradura (ressurgir do desaparecimento 2 meses ou 2 anos depois, como se nada, propondo "um vinho lá em casa"). O bolo clássico ultrapassa a barreira das (não-)relações do contemporaneo: o sumiço após planos e combinados é falta de educação! Os homens esquecem que a mulher se planeja para as coisas: tem que se depilar, fazer as unhas, arrumar o cabelo, deixar aquele tratamento de pele para outro dia, regular a menstruação, escolher uma calcinha sexy e não bege. Dezenas de trintonas fantásticas na flor da idade sendo jogadas no vento por covardes que se aproveitam da condição de minoria em Porto Alegre para se provalecerem com falta de gentileza, afeto embotado e falta de educação. E como em terra de cego quem tem um olho é rei, nos derretemos quando um cara nos trata com... educação.
Por um pouco de delicadeza nas relações.

Pelas relações.

terça-feira, 15 de março de 2011

De onde vem a calma

De onde vem a calma daquele cara?
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente?
Ele não sabe ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil
De onde vem o jeito tão sem defeito?
Que esse rapaz consegue fingir
Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão
Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim.


http://www.youtube.com/watch?v=YiyqH-WHf4c


(De onde vem a calma - Los Hermanos)
(Marcelo Camelo - Gênio)
- - -

"Postado por Carina Corrêa"

domingo, 13 de março de 2011

Os Buracos

Quando conheci O Buraco pela primeira vez, eu não imaginava que ele pudesse ficar tão fundo. Eu achava que os Buracos eram como feridas simples, tipo joelho esfolado na quadra de asfalto do colégio. Eu sempre acho que sou mais forte do que realmente sou...
Acontece que a vida me ensinou que os Buracos são como queimaduras, tem de 1º, 2º, 3º graus... e sempre deixam cicatrizes. Algumas, apenas didáticas. Outras, permanentes, doídas, feias - aquela pele frágil que incomoda, que precisa de protetor fator 50 todos os dias, tipo aquela cicatriz de queimadura de água fervente na mão, que a gente não esquece nunca porque fica olhando praquela mancha na pele.



Mas já marquei consulta na dermato, e neste inverno faremos um tratamento pra tirar as manchas.

quarta-feira, 2 de março de 2011

estranhe.se

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"Não há nada íntimo que não tenha sido estranho um dia"
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- Carpinejar - A estranheza ("Insista.") -
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

coisa de mulher

Je t'appellerais tous les jours, rien que pour entendre ta voix
Je t'appellerais "mon amour", insisterais pour qu'on se voie
Et t'inviterais un programme, à l'allure d'un soir de gala
Mais je suis femme, et quand on est femme,
Ces choses-lá ne se font pas...

- "si j'étais un homme", Diane Tell -

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Elas duas. Nós três. Nós duas. Ora, tantos nós

Lembro bem quando ela me convidou para um encontro no Muffuleta. Não sei porquê, senti um frio na barriga, como aqueles que se sente horas antes do primeiro encontro. Também senti um medinho, não sabia se poderia corresponder às expectativas dela. Ela, tão mulher, eu tão menina - cheguei descabelada, recém desenroscada do tecido, naquele tempo eu ainda era acrobata. Nos sentimos muito à vontade uma com a outra, era tudo muito natural. Mas revelou-se o verdadeiro objetivo daquela cerveja: me seduzir. Me convidou para morar com ela, disse que já vinha pensando em mim havia um bom tempo. Achou que eu seria uma substituta à altura daquela que saía. Antes de eu reagir ao convite, foi me dizendo as condições de pagamento, o valor do aluguel, um contrato verbal completo. Mas naquela época, eu não tinha como morar com ela nem com ninguém, infelizmente.
Pouco mais de 1 ano depois aconteceu algo parecido. Só que desta vez, ela foi mais ousada. Me convidou não só para morar na sua casa, mas para dormir na sua própria cama, ocupar o seu sagrado quarto, tomar banho no seu chuveiro. Diferente da segurança com que me fez o primeiro convite, ela também estavahesitante desta vez. Tanto quanto eu, que desta vez senti mais frio na barriga ainda, pois tinha todas as condições de dizer sim. E foi na sua festa de despedida, no apartamento dela, que fui me apropriando de cada peça da casa, enquanto os outros convivas conviviam e interagiam entre si, eu interagia com o jasmim, com a pequena churrasqueira na pequena sacada, com a enorme suíte lilás, e fui pensando que sim, gostaria de morar ali, e melhor, poderia muito bem morar ali, e mais, eu iria morar ali! Aqui. No baixo Petrópolis, com a menina-mulher que expõe fotos na parede, que crê na lei da reciprocidade, que toca violão e canta lindamente. Eu que sempre desejei conviver com mais violões e mais vozes cantantes, agora tenho uma room-mate, uma parceira pra ir ao cine domingo de noite, pra correr no fim da tarde, e pra cantar enquanto o jogo não começa ou enquanto ele não responde àquele torpedo.
E que 2011 continue evoluindo assim, com mais ousadia, mais música, mais silencio, mais sofá de casa, mais casa.
Salve, Cecília!
Salve, Carina!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011



"...raras as pessoas que têm a leveza de cultivar sem aprisionar ou temer, merecem ser cuidadas e cultivadas."




-A cega do castelo-

ALÉM DA LINHA VERMELHA




"São demais os perigos dessa vida, não só para quem tem paixão."


-Vinícius-

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

travessão

ATRAVÉS
ATRAVESSA
A TRAVESSA
ATRÁS VÊ
ATRÁS É
TRAVASSE
TRAVE
SE É
SE VÊ É
VERSA
ATRAI
AVESSA
É TRAVESSA
AO REVÉS
TROVA
ATRAVESSA
VENCE


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..........................................................................................


dois-pontos-nova-linha-parágrafo
- No começo parece difícil, mas depois a gente vê que é simples.
- Não é fácil só porque é feliz. Alías, ser feliz é difícil, eu sempre digo que é um esforço.



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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

era um tipo de inspiração que não se produzia no blog,


precisava escrever à mão.*








*tomara que "à mão" tenha crase

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

olhos de ressaca

é como se dentro do meu corpo houvessem correntes de água quente e correntes de água fria
às vezes gela o coração e dá aquele arrepio energizante, o corpo livre
quando sobe a água quente aconchega cada órgão, o corpo em paz
angústia é aquele redemoinho quente-frio concentrado ali bem no meio de tudo
nesse vai e vem forma-se O Buraco, o corpo perdido

meu mar não tem bancos de areia, não há raso, não dou pé
a profundidade de um corpo se mede no olhar
se o humor é de ressaca ou de calmaria, é na escuridão da pupila que se lê

nesse infinito que abriga meu horizonte o mar convida
vem navegar nestas águas, vem!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Crianças invisíveis: ninguém quer NEM PENSAR

?CÓMO QUE NO? - Onda Vaga




Los pibes alla en la esquina
estan como dibujados
nadie paga sus pecados
no les socorre ni dios
esperan la tardecita ayyy
y se van pa la plazita
beben y fuman un paco
despues oyen reggaeton
porq esperan que en el cielo este el amor
que no le diste vos
que no? como que no?
mirate miralo

Los pibes cumplen condenas
entran y salen las penas entran y salen las penas
de su niño corazon
y tienen la valentia ayyyy
de ganarse el dia dia
aunque una noche sin luna
se queme su encendedor
porque tiene mucho cielo y mucho mar
me gusta este lugar
que no? como que no?
mirate miralo

rega mi patio a manguera niña de la primavera
niña de la primavera rega mi patio de amor
que llega otro nuevo año ayyyy
que se somete a la espera
de que se haga verdadera
tu locura y tu ilusion
porq tiene mucho cielo y mucho mar
me gusta este lugar
que no? como que no?
mirate miralo

porque tiene mucho cielo y mucho mar

sex and the city na vida real XVII - choque cultural

Eu lembro quando tínhamos 11, 12, 13 anos de idade (talvez 14, 15, 16...). Qualquer coisa era muito engraçada, e qualquer coisa muito engraçada era motivo para gargalhadas, e qualquer gargalhada era risco de... fazer xixi nas calças. Isso mesmo, minhas amigas e eu literalmente nos mijávamos de tanto rir. Não tínhamos tantas angústias, naquela época. Uma das maiores preocupações era a vergonha de estar mijada quando isso acontecia no colégio ou em alguma reunião dançante.
Superada essa fase de adolescencia permeada por um quê de infancia, nós todas namoramos,quase casamos, nos separamos e amadurecemos. Entre os 15 e os 17 anos, tomamos os primeiros grandes porres, dizem que dormi com os cachorros de Garopaba, que fulana beijou beltrano, que não sei quem saiu correndo pelado no meio da estrada. Houve, tardiamente, um episódio em que uma amiga, num acesso de gargalhadas, não conseguiu segurar a dor de barriga, e por sorte não era mais criança, senão a vergonha a teria afastado daqueles amigos para sempre.
Mas não faz muito tempo, uma delas bebeu muita cerveja numa festa e foi surpreendida por um descontrole daqueles durante uma gargalhada. Estava flertando com um londrino amigo do amigo, tentando acompanhar o ritmo de pints dele, mas seu corpo não acompanhou. Disfarçadamente saiu em direção ao banheiro, antes que escorresse o xixi pelas pernas, e lá ficou por um bom tempo, lavando a calcinha. Foi então que se deu conta de que a calcinha úmida apareceria através do vestido, decidiu guardá-la assim mesmo, molhada e ensaboada, na bolsa (fosse uma calcinha velha ela teria jogado no lixo). Lembrou que o sutiã combinava com a calcinha, e que de nada adiantava proteger os seios se a pererece já estava destapada, então tirou o sutiã e deixou a lingerie completa guardada na bolsa, que era pequena e quase não fechava, de maneira que a alça do sutiã ficava caindo pro lado de fora.
Saiu do banheiro atrapalhada, um pouco de vergonha e um pouco de safadeza... de alguma forma aquela nudez por baixo do vestido a deixou mais confiante, sentindo-se a bolachinha mais recheada e sensual do pacote. Foi atrás do londrino que a esperava ao lado da porta do banheiro, mas ela nem viu, tanto quetentou disfarçar. Decidiu ir embora com ele, jurando que ele ia enlouquecer quando descobrisse que ela estava sem lingerie. Tiveram uma noite normal, até meio morna: ele não deu a mínima pra pexereca descoberta dela, e ela ficou até sem graça diante da indiferença dele.
Sabe como é, na Europa mulher nenhuma usa sutiã (muito menos silicone). E calcinha é acessório opcional. Quem curte esse negócio de mulher sem calcinha é brasileiro. Europeu gosta é da variedade de calcinhas e sutiãs coloridos/pequenos/transparentes/divertidos/sexys/etc. que só as brasileiras se preocupam em usar.




Moitinha

Plantada a sementinha da moita.


Sendo regada, está brotando...


Ainda não comecei - Thank God - a adubá-la.


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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ando sendo psicóloga em outros lugares...Ando sendo menos cóloga.O psi me habita.Mas esse tal lugar de suposto saber tá um pouco desconfortável.Tão bom circular pela ignorancia.Tanto o que aprender.Um paciente me perguntou se eu sabia o que eram alucinações auditivas-não tava interessado se já li a respeito ou-se já escutei relatos-queria saber se eu SABIA o que era, se eu já vivi isso.Eu não sei tanta coisa...As mulheres chegam ao consultório e perguntam se a terapeuta é mãe.Ora, só quem é mãe sabe como é ser mãe!Esse tal lugar de suposto saber...Tão estranho quanto a poltroninha atrás do divã.Tenho circulado pela sarjeta-colhendo saberes pelo meiofio.Tenho compartilhado mais momentos.Ando sorrindo demais?Ando falando demais?Em 2011 quero aprender humildade para aprender mais vida.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

se eu deixo tudo pra última

hora

é porque gosto da adrenalina

de deixar tudo pra última hora

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Invisível

quantas vezes voce passou por mim eu te sorri te dei bom dia mas voce seguiu seu caminho sem me ver. algumas vezes cruzei na tua frente te segui te esperei passar mas voce desviou o caminho apressou o passo nem olhou pra trás. voce passa reto pelo meu sorriso. voce corre tanto na minha presença que só sei que voce já passou quando sinto o rastro do seu perfume. voce nem sente meu cheiro mas confunde com estrume. voce nunca olhou nos meus olhos anda sempre protegendo seus olhos com enormes lentes escuras porque o sol da manhã é muito claro porque o sol do entardecer vem na sua cara porque sem os óculos voce terá que me encarar. por que voce tem medo de me olhar? um dia eu vou te surpreender voce vai ver vou dar um susto em voce. eu te observo com interesse conheço cada gesto seu sei exatamente quando voce vai pegar um cigarro quando vai atender o celular ou quando vai ligar para alguem. sei quando voce está triste e quando está feliz. sei quando voce está com pressa e no início eu achava que era a sua pressa que não te deixava me ver. mas o tempo me mostrou que voce nao me olha porque nao quer. voce pensa que nao existo voce preferia que eu nao existisse. e perceber isso me deixou com muita raiva me fez pensar que talvez seja melhor voce deixar de existir tambem. mas nao seria a mesma coisa porque voce continuaria existindo em mim. as vezes penso que a soluçao é eu deixar de existir. será que voce notaria minha ausencia?

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

escassez de anões

Época de Natal é sempre uma correria em quase todos os setores do comércio. Produtos em falta em todas as prateleiras dos supermercados (não só de perus e panetones o povo vive em dezembro), os brinquedos da moda todos em falta, os brinquedos clássicos esgotados, as flores e os pinheiros das floriculturas vendendo mais do que na primavera.

Eu tenho um grupo enorme de amigos, formado pela soma de vários pequenos grupos, que se puxam ano após ano na organização de uma grande festa de fim de ano. A gente se vê o ano inteiro, mas a grande festa tem que ser em dezembro que é para competir com os outros eventos, que é para mostrar aos familiares, colegas de trabalho, sogros e sogras de todos, que esses amigos são os melhores, que nossas festas são imperdíveis, que para este evento não suspiramos nem temos dúvida na hora de esoclher. E este ano, além de incumbir as pessoas de formarem duplas para cozinharem delícias salgadas e doces, ainda propusemos uma temática para a festa, onde cada um deveria caracterizar-se como um personagem do cinema. Ou seja, uma festa gastronomica E temática E à fantasia E de fim de ano. Eu não sei cozinhar, logo, escolhi uma grande cozinheira para ser minha dupla. Longe de facilitar minha vida, ela me botou a trabalhar duro, com a mão na massa literalmente, prometendo o benefício de que após essa experiencia, eu seria uma pessoa capaz de fabricar sua própria cheese cake. Eu amo chesse cake, acho até que aprendi a fazer, mas foi uma correria. Em relação à minha personagem de cinema, precisei de ajuda para decidir. Não sou cinéfila, tenho péssima memória para essas coisas, e ando tão envolvida em outras coisas que não tinha inspiração.

Tenho a sorte de ter um amigo muito especial, que só me faz rir e ver o Gremio ganhar, e não me convida para eventos no fim do ano, o qual decidiu em poucos segundos que eu seria Amélie Poulain. Barbada! O figurino não poderia ser mais simples, a peruca chanel preta é das mais fáceis de encontrar, e para complementar bastaria um anão de jardim! Simples, bastava encontrar o anão de jardim que viajaria o mundo com Amélie, aparecendo nas fotos que seu pai receberia como postais. Coisa mais fácil, encontrar um anão de jardim. Certo?

Errado. Eu percorri todo o centro de PortoAlegre, o Mercado Público, a agropecuária da Voluntários, as lojas de enfeites para festas, mas não encontrei NADA. Fui abduzida pela multidão frenética do centro de Porto Alegre no primeiro sábado de dezembro pós-salário, um calor infernal, aquela umidade grudenta, o suor escorrendo pelo corpo com a viscosidade da poluição. Fiz compras natalinas, obviamente. Mas nada do anão de jardim. Os vendedores me miravam desolados, "já vendi todos os anões de jardim que tinha, estou aguardando receber mais até o final do ano". Alguns me deixaram com a sensação de que a esta altura do ano é tolice eu achar que encontrarei anões de jardim, ora, todos sabem que os anões de jardim são o produto mais procurado nesta época do ano... Mas eu não desisti. Na 3ª floricultura do bairro Bonfim em que perguntei, uma vendedora me puxou para o canto e sussurrou, "tem uma floricultura grande lá na zona sul, assim assim, que é quem distribui os anões de jardim em Porto Alegre, todos nós compramos dele lá. Mas corre que vai fechar!". Quase 18h e me mandei pra zona sul procurar a tal floricultura. Chegando lá, portas e grades fechadas, um lugar meio maloca, e dois caras empilhando tijolo na construção ao lado. Perguntei a eles se não haveria ninguém da floricultura por ali, era urgente. O dono da floricultura aparentemente fechou seu negócio devido à falta de anões de jardim no mercado. Me atendeu sem abrir a porta, exceto quando veio me mostrar o que lhe restava: um Papai Noel gordinho, 40cm de altura, de cócoras. Definitivamente, o amiguinho de Amélie Poulain não se parece com um Papai Noel sentado. "50 pilas, te faço por 45", insistiu o floricultor falido. Infelizmente, não pude ajudá-lo. Desesperada, liguei para meu irmão jornalista, compartilhei meu drama com ele, a insuficiencia dos anões de jardim para atender à demanda do mercado porto-alegrense é matéria de extrema relevancia!

Exausta, ao chegar em casa, fui dormir, deprimida. Eu tinha a ideia, a cheese cake, a peruca e a roupa de Amélie, mas faltava o anão. Meu querido amigo consultor foi quase um AT, esteve me apoiando todo o tempo, mas não me permitiu comprar um joão-bobo no lugar do anão de jardim, nem conseguiu contratar um pequeno amigo seu para me acompanhar na festa. Não fosse o compromisso com a amiga que me ensinou a fazer a cheese cake e o carinho que tenho pelos meus amigos, eu teria ficado dormindo a noite inteira, sem comparecer à festa. Não tinha a mínima vontade de ir sem meu anão, senti-me humilhada, sabendo que meus amigos estariam muito perfeitamente produzidos conforme suas muito boas ideias. Foi quando, ao acordar, recebi um recado de meu irmão: ele tinha encontrado um anão paramim, porém um anão que media uma polegada, bem menor do que o anão de jardim de Amélie. Mas, era preferível levar um mini-anão a chegar na festa sem companheiro.

Porteiro me vê saindo do elevador de peruca e entrando no taxi. A cara dele tentando entender o que estava tão diferente em mim, impagável. Porteiro do prédio do meu irmão me alcançando o anão:
Eu, sem descer do taxi - Boa noite. Meu irmão deixou meu amiguinho contigo?
Porteiro, tirando o anão de dentro da sacola - É bem amiguinho mesmo... tão pequenino! - sorriso infantil no rosto, impagável; foi certo o melhor momento da noite de trabalho dele.
Munida de anão, chesse cake e peruca, ainda desci numa loja de conveniencias para comprar gelo.Posto lotado, faz de conta que ninguém me olhava.

Eu teria ofertado uns 20 reais a quem quisesse me alugar o seu anão de jardim, mas infelizmente não passei em frente a nenhum jardim que tivesse anões dando sopa. Mas deu tudo certo, valeu a pena o esforço, achei interessantíssima a descoberta do mundo dos anões de jardim porto-alegrenses. Só fico chateada com os amigos que pensaram que eu era Branca deNeve.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

00:36h

Maria Apenas diz:
hehehe
eu penso mto nisso
brincar a vida
experimentar
se permitir
derrubar barreiras
ir até o limite
empurrar o limite para um pouquinho mais longe
puxar o limite para mais perto

terça-feira, 30 de novembro de 2010

quem diria...

que bom poder mudar
a vida é tão simples sem teus planos
nem tudo o que tu quis pra mim
com todo teu amor
esse teu apego ao futuro inventado
nem tudo, ou quase nada
eu segui
pode me olhar com esse beiço
pode lamentar o que ficou pra trás
chora, faz o luto
a gente muda sabia?
ainda bem!
vida mais sem sabores aquela
conservadora
faltavam tantas cores
entre teus crayons
faltavam alguns amores
certas dores - e outras hão de vir
esquece o futuro do pretérito
deixa pra lá o que não foi
e o que já foi há muito
vira de costas pro espelho
deixa as velhas ideias pra lá

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

amizade?

o melhor e o pior de ti é a nossa intimidade esse excesso de afinidades que confronta nossos gênios somos dois átomos eletrizados cada um polarizado em seu lado nosso defeito é não ceder é não neutralizar-nos e é essa tua energia explosiva que me fascina teu maior defeito é teu traço mais apaixonante me perdoa se meu brilho às vezes te ofusca ainda busco em ti
o melhor e o pior de mim: nossa intimidade

.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sex and the city na vida real XVI - como isso foi acontecer?

E numa dessas rodadas de conversa com vinho em que as pessoas começam a botar na mesa situações constrangedoras por que passaram depois daquele gole a mais de álcool que determina a virada do fio (a saída da casa, a entrada em ação do lado B, enfim), as situações mais bizarras sempre começam por "um(a) amigo(a) meu(minha) certa vez...". A amiga da minha amiga, no caso, certa feita acordou e se deparou com um cara na cama dela, o qual ela mal lembrava de ter conhecido na noite anterior. Levantou da cama num pulo, examinou o quarto detalhamente verificando se nada tinha sido roubado, e ameaçou: Se tu não for embora agora meu irmão vai te dar uma tunda de laço. Hoje eles estão casados, felizes, e têm um filhinho.

Mas a melhor parte é a da tunda de laço, fala sério.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SALVE JORGE! II

Eu nunca acreditei na maldade do ser humano. Resisto a aceitar que existam pessoas "más", pessoas "negativas", que desejem ou causem propositalmente o "Mal" a outras pessoas. Nunca entendi muito bem aqueles que não contam as boas novidades, com medo do "olho grande". Não consigo creditar à inveja alheia os infortúnios que me sucedem. Seria julgar-me importante demais para o outro, e supor um poder absurdo a quem quer que fosse o(a) invejoso(a).

Mas, por via das dúvidas - e prevenir nunca é demais -, hei de buscar proteção, e não estranhem se me encontrarem por aí ornamentada de patuás.



domingo, 17 de outubro de 2010

Saudade

"
Saudade é um voo tristonho

No tempo, longe, pra trás

É o aparte no rodeio

Dos sonhos que a gente faz
"


de Manuel do Carmo, falecido poeta de Santiago do Boqueirão/RS - conforme aprendi no Passeio dos Poetas desta cidade

terça-feira, 5 de outubro de 2010

para fazer o João dar gargalhadas

um pouquinho de cultura infanto-juvenil neste blog da "dadi" (a titia Méri aqui)



Pat & Stanley é minha nova animação preferida. O vídeo mais conhecido deles é a performance de The Lion sleeps Tonight http://www.youtube.com/watch?v=3eod34J2pL4&feature=related

sábado, 2 de outubro de 2010

a tv anunciou esses dias um estudo feito na inglaterra que comprova que quando a pessoa se apaixona ela perde os amigos.
difícil avaliar,sendo uma pessoa apaixonada pelos seus amigos.



momento te considero.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

.

ponto final. parágrafo. ponto. parágrafo. ponto. vírgula, vírgula, vírgula, dois pontos. abre aspas. fecha aspas. abre parenteses. fecha parenteses. nota de rodapé. ponto final. FINAL! abre novo arquivo.

tem algo acontecendo aqui


...e não é reticencias

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

há uma Sônia entre Travis e eu

Preciso acabar com essa tal de sônia

INsistenteSÔNIA

ideias que insistem em ocorrer quando não há nada que se possa fazer por elas

uma cabeça acordada demais sobre um corpo cansado demais

o Travis vai brigar comigo deste jeito.

falando nele, vou lá com eles. 3 travisseiros e uma ovelha. e eu.

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

silêncios

lá longe, no horizonte, cada um enxergava uma coisa diferente. iam lado a lado aproximando-se de um destino incerto, cada um mirando em frente um horizonte diferente, na mesma paisagem. para ela, o sol estava se pondo cedo demais ainda. para ele, o sol já estava se pondo mais tarde. ela enxergava o céu violeta acima do laranja, e sorria pensando que aquele céu limpinho de nuvens significava mais sol amanhã. ele sentia os olhos ardendo por causa daquela luz amarela que vinha direto nos olhos, os raios de sol na horizontal bem em frente, e se perguntava quando será que vai chover, para que termine esse calor úmido e abafado. ela pensava como ficaria linda uma foto com aquela luz. ele pensava como a paisagem estaria mais verde se tivesse chovido mais este ano. ela cantarolava em silêncio alguma música, ele escutava em silêncio o canto dos sabiás. primavera, comentaram entre um suspiro e um sorriso. e seguiram em silêncio. ele desejava estar presente no silêncio dela, ela sabia que o silêncio dele era amor. assim como o dela.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

fotoexperimentação

eu só queria
saber
explorar
melhor todas as
funções da minha máquina fotográfica.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

a tesoura de Ana Terra e os abridores de Maria

Pai - filha, abre essa pra mim? - estende a long neck geladíssima de Stella Artois
Filha - dá aqui. ó, pronto.
Pai - to ficando velho... acredita que não consigo? não tenho força pra abrir essas garrafinhas.
Filha - imagina, pai, não é isso. é que tu tá acostumado a usar abridor. tu é da geração do abridor de garrafa. já eu, minha geração é desde sempre da... da...
Pai - da rosca!
Pai e filha - hahahahahahahahahahahha


É isso. Tá aí a diferença. Nossos pais são da geração do abridor de garrafa, nós somos da geração da rosca. Da rosca e das balzaquianas solteiras.


Quando descobri que os óculos escuros da minha mãe tinham um abridor de garrafas na lateral, ela me deu os óculos de presente na hora, porque não pega bem uma senhora elegante e fina como ela usar óculos de surfista (marca Reef) pinguço que carrega o abridor na cabeça, e porque eu ia acampar na Patagonia, vai que precisasse abrir alguma garrafa pra não passar fome/sede, ou que precisasse ser McGaiver (como se escreve "Magáiver?") em alguma situação de emergência?
Eu obviamente nunca precisei usar o abridor de garrafas dos meus óculos escuros, nem na Patagonia nem em lugar nenhum. Exceto - e tinha que ser no queridíssimo Uruguay - dia 2 de janeiro de 2010, na praia de Bikini em Punta del Este, quando Bajofondo tocava grátis na areia ao pôr do sol, e chegou a vez de nosso amigo NC buscar a cerveja, e em vez de trazer os copos servidos ou as garrafinhas abertas como todomundo, ele trouxe as mini-patricinhas fechadas, e nosso amigo Jay que é bem fortão quase arrebentou o pulso tentando girar a tampinha, até que descobrimos que as patricinhas uruguaias não são de rosquear, e foi então que o abridor de garrafas dos meus óculos Reef foi finalmente e verdadeiramente necessário, que momento lindo, e grupos de turistasà nossa volta vieram nos pedir para abrir as long necks deles, e o momento foi filmado e fotografado, foi o momento mais brilhante da vida dos meus óculos. Enfim, os óculos com abridor de long neck que ganhei da minha mãe.

black&brown power

Soko - I'll kill her



Ouvi esta música no rádio hoje. Ela diz que vai matar a loira que roubou dela todos os planos que ela tinha com um cara. Esse papo de "bitch blonde girl" me fez lembrar que TODOS os meus ex namoraram loiras logo depois de mim. Uma homenagem a todos eles e a todas elas.

Um presente para todas as minhas amigas morenas fascinantes.
;)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sábado de sol no Parcão



Oi. Invadi o blog da minha dadi pra contar pra vocês como foi o meu sábado no Pocon.
Este na foto é meu amigo Vicente. Quer dizer, a dadi quer que sejamos amigos porque ele é filho da amiga dela, mas eu não dei muita bola pra ele.

Essa é a Laura.
Foi amor à primeira vista, aqueles olhos azuis me pedindo popoca, não resisti.

Mas como sei que esse vovô é muito ciumento, ofereci popoca pra ele também.

E depois de tanto correr atrás da minha gol, um momão quequi pra matar a sede.


A propósito, gostaram do meu novo corte de cabelo?
Espero que sim.
Beijinho,
João.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nosso Amor III



Mesmo sabendo que não ia dar em nada,
não me abandona a saudade
daquela nossa paixão inventada.

!

(quem mandou inventar de se apaixonar?)

Nosso Amor II




Nosso amor foi trailer de um filme

que nunca estreou
.

...

Nosso Amor I




Nosso amor foi fogo de artifício:

sustentava-se em

breves e distantes


explosões cintilantes


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